Feliz 2016

2016

Que 2016 seja para todos melhor que 2015!

Álvaro Amorim

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Feliz Natal 2015

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Mini-Hídrica da Peneda

PenedaInfelizmente não pude estar presente na última reunião da Assembleia Municipal. Pelas informações que me chegaram e pelo que li no jornal Notícias dos Arcos, a posição assumida pelo Grupo Municipal do CDS foi criticada pelo PS, por ter apoiado a reactivação da Mini-Hídrica da Peneda.

Já anteriormente  tinham criticado por não votar favoravelmente a construção de duas torres eólicas na Serra da Peneda, como se a nossa posição dependesse dos ventos que correm.

Parece-me que custa muito a algumas pessoas, talvez por estarem mais preocupadas em campanhas eleitorais do que em lutar pelo que realmente é essencial para os arcuenses puderem ter maior desenvolvimento, que cada projecto tem méritos e deméritos.

Apesar de, pessoalmente, não gostar de eólicas, reconheço que “plantar” um parque eólico no Extremo ou Padroso, não é o mesmo que a 500 m do limite do Parque Nacional Peneda Gerês. O potencial turísticos dos dois locais não tem comparação, apesar do Extremo e Padroso terem uma paisagem impar, como todo o concelho, por isso temos de ponderar e viabilidade desse investimento e do que pode trazer às populações, daí a nossa abstenção. Mas isso, foi há anos atrás, nesta altura, parece-me que o Solar é a solução e deve ser essa a nossa aposta. E, abster, é ter dúvidas, neste caso do efectivo ganho das populações.

Mas, o Solar não é suficiente, pois há a noite e há o Inverno e as baterias ainda estão tecnologicamente atrasadas. Por isso, algumas barragens e, sobretudo, mini-hídricas, tem de ser construídas. Mas claro, sem serem atentados ao património natural, como a do Rio Sabor e a, felizmente chumbada, mini-hídrica de Sistelo. Mini-hídricas em fio de água, de uma forma parecida com o que se faz nos tradicionais moinhos, pode ser uma opção para a microgeração. Sem qualquer impacto no meio ambiente, ou melhor, semelhante ao que existe nas pesqueiras e moinhos.

Comparar a mini-hídrica de Sistelo, em que o Rio Vez seria desviado do seu leito em quase 6Km, à reactivação de uma estrutura com décadas, é no mínimo não saber do que está a falar. E, neste como em muitos casos, apesar da eloquência política, não sabem bem o que dizem.

Na Peneda, a represa, existe. As canalizações existem. A central existe, mas está parada. O que está em causa é reativar a mesma. Nas mesmas condições.

Parece-me que o PS, neste assunto anda perdido. Preocupou-se mais, no caso de Sistelo, em ver quem mais tinha feito pela mobilização das pessoas, mas nem um parecer foram capazes de elaborar contra a construção do mesmo. Votaram contra a reativação da mini-hídrica da Peneda, porque será moda e ficaram incomodados com a posição do CDS dos Arcos, e, na falta de melhor argumento, vem a chamada incoerência! Não estive na Assembleia Municipal, mas estou solidário com a posição assumida e, pelo que me disseram, e li no NA, o Mário Ventura defendeu com elevação e sabedoria a posição assumida, que é também a minha. Infelizmente, os editores noticiosos gostam mais de “pregonas” como “incoerência” do que noticiar de uma forma isenta o que se passa e explicar aos arcuenses o que vai ser feito na Peneda.

Por mim, tenho a certeza que quando puder voltar à Senhora da Peneda, poderei usufruir da beleza da paisagem, da bela cascata e até fazer um refeição no agradável Hotel da Peneda.

Álvaro Amorim

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O Rio Vez e Sistelo Venceram

Sistelo, Padrão, Arcos de Valdevez

Sistelo, Padrão, Arcos de Valdevez

A mini-hídrica prevista para o Rio Vez, em Sistelo, está reprovada, pelo menos por agora. A Secretaria de Estado do Ambiente deu parecer desfavorável ao Aproveitamento Hidroelétrico de Sistelo, após a consulta pública que decorreu entre 11 de Maio e 5 de Junho.

Depois de divulgada a consulta pública, que coincidiu com a convocatória para a reunião do executivo  municipal de Arcos de Valdevez com o objectivo de aprovar o parecer obrigatório da Câmara Municipal, gerou-se uma contestação pública que culminou com 3 manifestações importantíssimas para o processo:

  • A lotação do auditório da Casa das Artes na sessão de esclarecimento público.
  • A concentração no dia 4 na Praça Municipal e na sobrelotação do Salão Nobre da Câmara Municipal para assistir à posição do executivo relativamente ao projecto (mais propriamente do Sr. Presidente da Câmara e dos Sr.s Vereadores do PSD, porque a posição da oposição era conhecida há muito).
  • A apresentação de pareceres por parte de Entidades da Administração Local (24), como juntas de freguesia, associações ambientalistas (3),  Associações e outros movimentos da sociedade civil (11), entre elas o Grupo Municipal do CDS-PP, a concelhia do PCP e o Grupo do CDS-PP da Assembleia de Freguesia de Sistelo. Mais significativo, foram os 82 cidadãos a nível individual, um abaixo assinado com 222 assinaturas e uma petição com 4822 assinaturas.

De todas as organizações, nota-se a ausência dos dois partidos com maior representação quer na Assembleia Municipal quer no executivo. O PSD e o PS não aparecem na lista de entidades, com nenhuma das suas estruturas. Apenas algumas das suas Juntas de Freguesia apresentaram contribuições contra a construção da mini-hídrica. Curiosamente, foram estas duas forças partidárias que mais se digladiaram nas reuniões do executivo e na Assembleia Municipal sobre qual mais tinha feito na contestação ao projecto.

Por agora, o projecto está parado. O parecer da comissão de avaliação é bem claro, pelo que dificilmente o promotor consegue minimizar alguns dos problemas levantados. Este parecer não pode ser ignorado em futuros projectos.

Destaco parte das considerações do parecer da comissão de avaliação, que vem de encontro ao que foi dito pela representante da comissão presente na Casa das Artes, na sessão de esclarecimento “… digam o que vos vai no coração!” e que contraria o que me tinha dito o responsável máximo na Câmara Municipal, quando lhe fui pedir para consultar o projecto e como podia participar: “o projecto está praticamente aprovado, só com um parecer técnico muito forte e objectivo. Não valia a pena dizer que o Rio Vez era importante para os arcuenses. Não vale a pena falar com o coração…”

Do parecer (pode ser consultado aqui – APA):

Uma forte contestação à implantação do Aproveitamento Hidroelétrico (AHE) do Sistelo é o que emerge da análise dos pareceres recebidos, e cujos aspetos mais relevantes se sintetizam em seguida.

Esta posição, unanimemente, defendida por cidadãos, autarquias, organizações não-governamentais de ambiente, associações e outros representantes da sociedade civil é corroborada pelo facto de não terem sido identificadas, na sua perspetiva, mais-valias significativas que justificassem os impactes negativos relevantes, significativos e irreversíveis decorrentes da implantação do projeto.

Como é sublinhado, amiúde, o Sistelo é dos poucos locais onde ainda é possível observar a sociedade em diálogo com a natureza, a serra e o rio. O Vez irriga campos, aciona moinhos e azenhas, dá vida a várias praias fluviais. É com este valor que as gentes de Valdevez se habituaram a viver ao longo dos séculos, e que nas últimas décadas, tem sido um atrativo turístico de enorme valor e que tem mobilizado a economia local em torno de valores como as praias fluviais, ecovias e trilhos pelo que este local com características rurais únicas, socalcos rasgados pela força humana e rede de regadio que se alimenta a jusante do pretendido açude, merece bem o respeito e a sua preservação.

Em suma, o rio Vez é um curso de água bastante preservado, ainda sem intervenções antrópicas, o que lhe confere um estatuto ecológico de enorme importância. Concomitantemente a este aspeto possui uma grande atratividade turística fazendo dele e da sua envolvente um sítio único. Este atributo assenta também na biodiversidade que lhe está associada, e que ficará ameaçada com a construção do projeto.

Álvaro Amorim

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O lagarto da Peneda…

Não, não é um réptil endógeno da Serra da Penda, no PNPG, é antes uma “escultura” feita pelos elementos ao longo de milhões de anos!

Fica mesmo na fronteira entre Arcos de Valdevez e Melgaço, na estrada entre a Srª da Penda e Lamas de Mouro.

Vale a pena uma visita!

Álvaro Amorim

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Parque Empresarial das Mogueiras: Os Acidentes previnem-se…

IMG_6187Já aqui escrevi, e chamei à atenção na Assembleia Municipal, para o erro que é a forma como estão a construir o Parque Empresarial das Mogueiras.

O efeito das últimas chuvas fortes, há demasiado tempo infelizmente, tiveram um efeito devastador nas montanhas de terra que foram acumulando nos enormes e desproporcionados taludes que entretanto foram construindo, para tentar tornar plana uma zona de acentuados declives. Essas enxurradas causaram prejuízos a muita gente a jusante.

As novas movimentações, que custam ao erário Público quase meio milhão de euros, está a agravar a situação. As movimentações de terras, que já eram monstruosas são agora imensuráveis. O resultado, é que não foi necessário que viesse a chuva para os desmoronamentos começarem.

Esta terça feira, 28 de Julho, um dos muros veio abaixo, com a retroescavadora junto. 

Não sei se o operador teve danos físicos, mas pelo  menos de um susto valente, não se livrou. Para ele, um trabalhador que apenas obedece a ordens, muitas vezes pondo em risco a vida, só posso desejar um rápido restabelecimento do susto e de qualquer dano fisico que tenha sofrido.

Ao executivo municipal, só me resta apelar a que ganhem juízo. Não chega apregoar aos 7 ventos que tem um Parque Empresarial… É necessário que essas estruturas tenham garantias de segurança, quer para as pessoas quer para o meio ambiente. O Parque Empresarial das Mogueiras, nasceu torto e torto há-de continuar. Não há garantia de segurança, nem para as pessoas nem para o meio ambiente. É uma nódoa ambiental, neste que é um concelho integrante da Reserva da Biosfera da UNESCO.

Álvaro Amorim

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O Paço de Giela merecia mais, muito mais!

Sábado, 11 de Julho de 2015, dia de S. Bento e do Concelho de Arcos de Valdevez. Ponto alto, a inauguração da consolidação da ruína do Paço de Giela e do museu interactivo da torre do mesmo.

O Paço de Giela representa muito da história do concelho. Ao contrário do que foi dito pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal, a história do Concelho é muito anterior aos 500 anos da atribuição por D. Manuel I da carta de Foral às Terras de Valdevez, sendo acompanhada pela história do próprio Paço. Desde as construções mais primitivas, até ao corpo Manuelino, com as suas magnificas janelas, símbolos inequívocos deste estilo, o Paço de Giela acompanhou a história de Portugal e de Arcos de Valdevez.

A recuperação do Paço de Giela, Monumento Nacional desde 1910, era imperativa e só peca por tardia. A imagem deste monumento passou a ser moderna e de segurança na sua preservação. Pelo que me foi permitido ver, a recuperação das estruturas, Paço de Giela, Casa dos Caseiros e Capela de Santa Apolónia, foi bem conseguida.

A cerimónia de inauguração teve a importância que o Paço de Giela merece, com a presença do Sr. Primeiro Ministro de Portugal.

Mas o Paço de Giela, como monumento nacional e um equipamento  municipal de primeira ordem, deveria ter mais qualquer coisa. É certo que o Paço de Giela só por si, merece ser visitado e isso aconteceria mesmo que só houvesse a consolidação das paredes. Mas isso seria pouco. O Executivo municipal decidiu, e bem, que seria necessário mais e por isso idealizou para o local um museu… Mas apenas para a torre. E, assim, nos 3 pisos da torre, colocou 3 salas museológicas que contam a história de Arcos de Valdevez.

Das 3 salas, a que é de facto uma mais valia e que poderia servir de modelo para todo o equipamento, é a do piso inferior. Nesta, podem-se contemplar alguns artefactos da ocupação das Terras de Valdevez até ao nascimento da nacionalidade, nomeadamente achados em alguns, dos inúmeros castros abandonados, existentes no concelho. A segunda sala restringe-se a um monitor interactivo que conta a história do Paço de Giela. A superior, tem a apresentação de um filme sobre a história do Recontro de Valdevez. Tem mais dois figurinos, que representam Afonso VI de Castela e Dom Afonso Henriques.

Por fim, chega-se ao topo da torre, de onde se pode apreciar a vista sobre a vila de Arcos de Valdevez e grande parte do Vale do Vez… uma vista fantástica!

Mas, como disse, o Paço de Giela merecia muito mais. É uma pena que o paço propriamente dito sirva apenas de passagem para a torre. É uma pena que não se tenha aproveitado a oportunidade e se tenha instalado neste espaço um museu etnográfico das Terras de Valdevez. Poderia o museu, uma carência em Arcos de Valdevez, mostrar o riquíssimo “património material e imaterial” referido nos discursos da inauguração.

Resta-nos a esperança, agora que o Paço de Giela está recuperado e preservado, que um futuro executivo na Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, tenha uma visão mais abrangente e possa terminar o que agora foi começado.

Álvaro Amorim

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