O “Não Acesso” às Mogueiras

Derrocada no Parque Empresarial das Mogueiras
Um talude no PEM

O Parque Empresarial das Moguerias (PEM), em Souto e Tabaçô, é um dos orgulhos do executivo municipal de Arcos de Valdevez. No entanto, na sua concepção cometeram-se vários erros, entre os quais o local escolhido ser completamente inadequado ao objectivo e não ter uma ligação directa a partir do IC28.

 

Quanto ao local, os custos da movimentação de terras e os taludes criados, são claros quanto ao tremendo erro cometido.

Relativamente ao acesso, o problema começou quando a Estradas de Portugal (agora Infraestruturas de Portugal), não construiu um nó de ligação na zona de Souto/Santar. Este nó, além de servir o PEM, serviria também os arcuenses destas freguesias que assim, para chegar ao IC28, tem que ir a Paçô ou a Padreiro. Estes arcuenses, levaram com os inconvenientes da IC e não tiveram os benefícios da mesma.

O executivo municipal quer agora estabelecer como ligação ao PEM, o nó de Paçô, seguindo pela N101 (Av. Osvaldo Gomes), construindo uma nova ponte a partir da rotunda do Pingo Doce, seguindo depois pela N202 por Guilhadeses e Tabaçô. O orçamento para esta intervenção, são cerca de 3,8 milhões de euros.

Mapa1
Mapa 1

Neste momento, há duas alternativas: o nós de Paçô (Mapa 1) ou Padreiro (Mapa 2).

A solução preconizada pelo executivo municipal tem vários problemas. Tal como a construção do PEM, a teimosia deste executivo vai criar um acesso, que na prática não é um acesso viável, perdendo a oportunidade para criar o necessário nó em Souto/Santar.

Mapa2
Mapa 2

Tal como o PEM tem prejudicado as populações vizinhas, pelo impacto da brutal movimentação de inertes, modificando a dinâmica hídrica da região e desvalorizando fortemente as propriedades ao redor, também esta acesso vai prejudicar todos os arcuasses que possuem habitações junto da N101 e N202.

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Mapa 3: Distância entre a localização possível do nó em Souto/Santar e o nó de Paçô.

 

O Sr. Presidente da Câmara apresenta esta solução como única solução aceite pela IP, pois esta recusa-se a “…construir um nó a menos de 1000 m de outro…”. Como se pode ver no mapa 3, este nó ficaria a 2000 m do nó de Paçô. Mais, apresenta esta solução em forma de chantagem, como sendo a única forma de a N202 ter o tapete reparado. Esta posição do Sr. Presidente da Câmara, mostra que não tem feito tudo para conseguir junto da IP, uma solução mais adequada para o acesso ao PEM e as obras necessárias na N202 e N101. É fácil, vindo dos concelhos vizinhos, perceber quando se entra na nossa terra, pela diferença da qualidade dos tapetes das estradas nacionais. Dantes, via-se essa diferença na fronteira de distrito. Agora, é Arcos de Valdevez que fica mal na figura e identificamos os seus limites pela qualidade do alcatrão e não pelas placas identificativas.

 

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A solução apresentada, tem vários problemas. Começa logo no seu inicio, pois inclui a Av. Osvaldo Gomes, um via urbana por definição, com inúmeras urbanizações e edifícios comerciais. A seguir, necessita da construção de mais uma travessia no Rio Vez, criando mais uma cicatriz num rio da Rede Natura 2000, num concelho que se promove como “Reserva da Biosfera”. Segue pela N202, onde existem inúmeras habitações à face da estrada, um lar de idosos e um infantário (Imagem 1), para além de outras construções de interesse publico. Segundo informações oficiosas, está prevista a construção de um viaduto nas Moguerias para contornar a sinuosidade do percurso.

 

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Imagem 2: Percurso directo da IC28 ao PEM

A solução directa, a partir de um nó em Souto/Santar, com cerca de 700 m, poderia utilizar, pelo menos em parte, a estrada municipal existente e ligaria directamente à entrada do PEM.

 

Questionado na reunião da Assembleia Municipal, o Sr. Presidente da Câmara não soube, ou não quis, dizer quantos camiões (estou a falar de camiões de grande tonelagem), estão previsto circular nesta via. Também não informou se os Sr.s Presidentes de Junta, estão a par das consequências desta solução.

Actualmente, mesmo com veículos pesados a fazerem os dois percursos alternativos, já se verificam queixas de pessoas que vivem junto da estrada. Com a concentração de todos os veículos num acesso, com a programada expansão da Eurocast, o número de veículos pesados, alguns com materiais perigosos, será muito maior e, provavelmente, insuportável para que investiu muitas das suas poupanças numa habitação numa zona que há uns anos atrás era perfeitamente calma.

(imagens e mapas obtidos a partir dos mapas da google e da aplicação google earth).

Álvaro Amorim

Variante à EN 101

Foi inaugurada, esta quinta feira, 8 de dezembro, a nova variante à estrada nacional 101, ligando o nó da IC28 a Prozelo, passando por Paçô e Arcos São Paio.

Uma variante à vila dos Arcos de Valdevez, há muitas décadas que é discutida. A possibilidade de passar de um extremo ao outro da vila, sem passar no centro urbano, sempre foi um sonho. No entanto, a orografia do vale do Vez, em especial o local onde se situa a vila, agravado pela construção que ao longo dos tempos foi feita, tornam esta vontade de difícil execução.

A obra inaugurada, com um discurso emotivo do Sr. Presidente da Câmara, que acredito que sinta orgulho nela, não é no entanto a solução mais adequada para a vida dos arcuenses. Esta solução vai beneficiar sobretudo quem procura chegar da IC28 ou de Braga a Monção. É certo que a via que vem por Vila Verde não é atractiva, mas é bastante mais económica que a auto-estrada, que nos tempos que correm não é de menor importância. Também beneficia quem, vindo dos mesmos locais, pretende chegar ao Soajo, e, naturalmente, ao PNPG. Estes benefícios tem, no entanto, o inconveniente desviar as pessoas da vila e por isso poder dinamizar a economia. É certo que as excursões que antes paravam no campo do transladário e enchiam os cafés da zona, podem parar em Soajo, o que acabará por ser positivo para as populações do PNPG. No entanto, quem se dirigia para Monção, e tinha a tentação de parar e consumir na Vila, não o fará de certeza.

As vias de comunicação são essenciais para o desenvolvimento de uma região. Poderá ser discutível se essas vias serão apenas as estradas… Mas, normalmente, são vias que aproximam uma região de pontos importantes, como grandes centros urbanos, portos, aeroportos, fronteiras…  Infelizmente, estes 16 milhões de euros gastos nesta via, não nos aproximam de nada, podem desviar visitantes e, pior que tudo, não vão resolver as filas de trânsito que no Verão e nas horas de inicio e fim de aulas se verificam em alguns pontos da vila.

Em termos de arcuenses, parece-me que os únicos que podem ser realmente beneficiados, são os habitantes de S. Jorge, Vale que, querendo ir passear para Ponte de Lima e Viana, não precisam de passar no centro da vila.

Julgo que faz mais pelo trânsito na vila os 500 m da nova via urbana em S. Paio, que estes 6 Km.

No seu discurso de inauguração, o Sr. Presidente dizia que tinha orgulho de deixar às gerações próximas uma obra que lhes permitia viver melhor e ter mais oportunidades. Infelizmente, pertence ao lote dos políticos, que é quase a totalidade deles, que acha que as dividas não se pagam e que  é tudo grátis. Infelizmente, o que fica para uma parte da geração actual e para as próximas é uma dívida astronómica, que pode obriga-los a emigrar e simplesmente não usufruir das grandes obras por cá realizadas!

AA

Ponte sobre o Rio Lima (Nó de Jolda)

No dia 22 de Setembro, foi assinado o auto de consignação da obra de construção da nova Ponte sobre o Rio Lima, entre Ponte da Barca e Arcos de Valdevez que vai ligar o nó de Jolda a Lavradas.

Apesar de, pessoalmente, considerar que esta ponte beneficia mais o concelho de Ponte da Barca, esta obra é uma via essencial para as populações que precisam atravessar o rio, de Ponte da Barca a Ponte de Lima. Quer seja os arcuenses que tem interesses na margem esquerda, quer as populações que pretendem aceder à margem direita, ou para apanhar a IC28 para Viana ou porque tem negócios deste lado no nosso município, vão ter benefícios significativos. Continue reading “Ponte sobre o Rio Lima (Nó de Jolda)”

Assembleia Municipal de 29 de Junho (parte I)

No dia 29 de Junho, realizou-se mais uma assembleia municipal do município de Arcos de Valdevez. Havia vários pontos a debater, mas um foi importante, porque levou uma significativa alteração nas forças de segurança de Arcos de Valdevez: A criação da Polícia Municipal…

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Assembleia de 30/04

Na sexta, 30 de Abril, realizou-se mais uma Assembleia Municipal. A Ordem de trabalhos não tinha pontos muito quentes. Havia o relatório de contas para aprovar, mas este resultou de opções políticas que naturalmente o CDS não era responsável. Também um novo regulamento de taxas, que decorre da aplicação da lei. É certo que há algumas taxas que poderia haver uma decisão política de as isentar, mas esse trabalho teria que ser feito em sede de discussão pública. Assim, não havia nem que aprovar nem reprovar, pelo que o CDS abesteve-se em ambas as votações.

Verdadeiramente interessante, foi o período antes da ordem de trabalhos, com o CDS a apresentar duas moções a votação e um voto de congratulação. Uma moção sobre o encerramento do SAP do Centro de Saúde , outra sobre o pagamento das portagens na A28. O Voto de congratulação ao CRAV, que tão bem tem representado o Concelho de Arcos de Valdevez. Continue reading “Assembleia de 30/04”