Mini-Hídrica da Peneda

PenedaInfelizmente não pude estar presente na última reunião da Assembleia Municipal. Pelas informações que me chegaram e pelo que li no jornal Notícias dos Arcos, a posição assumida pelo Grupo Municipal do CDS foi criticada pelo PS, por ter apoiado a reactivação da Mini-Hídrica da Peneda.

Já anteriormente  tinham criticado por não votar favoravelmente a construção de duas torres eólicas na Serra da Peneda, como se a nossa posição dependesse dos ventos que correm.

Parece-me que custa muito a algumas pessoas, talvez por estarem mais preocupadas em campanhas eleitorais do que em lutar pelo que realmente é essencial para os arcuenses puderem ter maior desenvolvimento, que cada projecto tem méritos e deméritos.

Apesar de, pessoalmente, não gostar de eólicas, reconheço que “plantar” um parque eólico no Extremo ou Padroso, não é o mesmo que a 500 m do limite do Parque Nacional Peneda Gerês. O potencial turísticos dos dois locais não tem comparação, apesar do Extremo e Padroso terem uma paisagem impar, como todo o concelho, por isso temos de ponderar e viabilidade desse investimento e do que pode trazer às populações, daí a nossa abstenção. Mas isso, foi há anos atrás, nesta altura, parece-me que o Solar é a solução e deve ser essa a nossa aposta. E, abster, é ter dúvidas, neste caso do efectivo ganho das populações.

Mas, o Solar não é suficiente, pois há a noite e há o Inverno e as baterias ainda estão tecnologicamente atrasadas. Por isso, algumas barragens e, sobretudo, mini-hídricas, tem de ser construídas. Mas claro, sem serem atentados ao património natural, como a do Rio Sabor e a, felizmente chumbada, mini-hídrica de Sistelo. Mini-hídricas em fio de água, de uma forma parecida com o que se faz nos tradicionais moinhos, pode ser uma opção para a microgeração. Sem qualquer impacto no meio ambiente, ou melhor, semelhante ao que existe nas pesqueiras e moinhos.

Comparar a mini-hídrica de Sistelo, em que o Rio Vez seria desviado do seu leito em quase 6Km, à reactivação de uma estrutura com décadas, é no mínimo não saber do que está a falar. E, neste como em muitos casos, apesar da eloquência política, não sabem bem o que dizem.

Na Peneda, a represa, existe. As canalizações existem. A central existe, mas está parada. O que está em causa é reativar a mesma. Nas mesmas condições.

Parece-me que o PS, neste assunto anda perdido. Preocupou-se mais, no caso de Sistelo, em ver quem mais tinha feito pela mobilização das pessoas, mas nem um parecer foram capazes de elaborar contra a construção do mesmo. Votaram contra a reativação da mini-hídrica da Peneda, porque será moda e ficaram incomodados com a posição do CDS dos Arcos, e, na falta de melhor argumento, vem a chamada incoerência! Não estive na Assembleia Municipal, mas estou solidário com a posição assumida e, pelo que me disseram, e li no NA, o Mário Ventura defendeu com elevação e sabedoria a posição assumida, que é também a minha. Infelizmente, os editores noticiosos gostam mais de “pregonas” como “incoerência” do que noticiar de uma forma isenta o que se passa e explicar aos arcuenses o que vai ser feito na Peneda.

Por mim, tenho a certeza que quando puder voltar à Senhora da Peneda, poderei usufruir da beleza da paisagem, da bela cascata e até fazer um refeição no agradável Hotel da Peneda.

Álvaro Amorim

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O lagarto da Peneda…

Não, não é um réptil endógeno da Serra da Penda, no PNPG, é antes uma “escultura” feita pelos elementos ao longo de milhões de anos!

Fica mesmo na fronteira entre Arcos de Valdevez e Melgaço, na estrada entre a Srª da Penda e Lamas de Mouro.

Vale a pena uma visita!

Álvaro Amorim