Também há PNPG em Cabreiro

Uma parte significativa de Cabreiro faz parte do Parque Nacional Peneda-Gerês. Aliás, é em Cabreiro que se situa uma das zonas de proteção integral do PNPG, a Mata do Ramiscal.

Para além disso, as vistas para Sistelo e Álvora são ímpares! Algumas fotos, que não conseguem substituir a sensação de se andar por lá!

Álvaro Amorim

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Meu Pobre Rio Vez

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Lutra lutra

É com uma enorme revolta que estou a escrever este artigo… Mas, infelizmente, tem que ser escrito. As chamadas de atenção na Assembleia Municipal (suponho que toda a  oposição já chamou a atenção para este problema), cai em saco roto e nada é feito para que, de uma vez por todas, a poluição no Rio Vez seja erradicada!

É uma quinta feira, 6 de Outubro, há bastante gente a percorrer os passadiços ao longo da margem esquerda do Rio Vez. Na volta da Lamela, uma lontra, Lutra lutra, está a atarefada na sua caça e, a poucos metros, uma mancha amarela dá um colorido triste ao belo Rio Vez.

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Volta da Lamela, Giela

O executivo municipal anuncia centenas de milhares de euros em saneamento básico. Os deputados do PSD na Assembleia Municipal elogiam, sessão após sessão, os investimentos feitos nesta área. É certo, que elogiam quando há a adjudicação, quando o Sr. Presidente da Câmara visita a obra e por fim quando ela é concluída… O que dá muitos elogios! Mas, na prática, depois vemos o rio poluído e os exemplos são vários!

É criminoso a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez continuar a ignorar estes constantescrimes ambientais contra um património que é de todos e que pode ser uma fonte de riqueza para o concelho. É de uma negligência atroz que a Câmara Municipal não tome as medidas adequadas para que os efluentes não tratados continuem a ser lançados no meio ambiente.

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Foco de poluição, Rio Vez

Infelizmente, os exemplos são muitos e sucedem-se uns atrás dos outros. O Hotel do Mezio que lança na Serra do Soajo efluentes não tratados. As várias descargas ao logo do Rio Vez, que constantemente são denunciadas, sobretudo ao longo do centro urbano.

Para que servem os investimentos na ecovia, nos centros de interpretação, no futuro museu da água e outras infraestruturas se, de uma forma definitiva não são eliminados estes problemas. O meio natural fica degradado, pouco atractivo, mas somos todos os arcuenses que somos prejudicados, porque perdemos o rio as paisagens e, directa ou indirectamente, a fonte de riqueza que é o turismo.

Álvaro Amorim

Assembleia Municipal de 30 de Setembro

Imagem da Casa das Artes

Na sexta, dia 30, realizou-se a reunião da Assembleia Municipal de Setembro.

Os pontos agendados, eram pacíficos. Eram 3, para além da apreciação do relatório de actividade do executivo: a aprovação da alteração ao regulamento das bolsas de estudo para o ensino superior e protocolos com as freguesias, uns para a limpeza da ecovia e outros, os tradicionais, para financiamento de algumas obras.

Nesta reunião da Assembleia Municipal era costume aprovar as taxas e impostos municipais para o ano seguinte, mas este executivo passou a apresentar essas propostas apenas na reunião de Dezembro, aquando a discussão do Orçamento e Opções do Plano Municipais. É um risco construir um orçamento com base em taxas que não estão aprovadas… mas há uma maioria silenciosa que não se atreve sequer a contestar as opções do executivo, por isso, nada de novo cá pelo burgo!

No período antes da ordem do dia, os incêndios foram naturalmente tema de discussão, tendo o Grupo Municipal do CDS-PP apresentado uma proposta para se estudar a viabilidade da instalação de um quartel temporário para os Bombeiros na zona do PNPG, para o combate poder ser mais rápido. É claro que existem os Sapadores, há vigilantes, há outras estruturas de apoio, mas a calamidade que ocorreu este ano, mostra-nos que não chega. É claro que o calor e a seca justificam alguma coisa. Mas o facto de o Norte de Portugal ter uma área ardida próxima da área ardida no resto da Europa, quer dizer que algo está a falhar. Mais, se tivermos em conta os relatórios oficiais que indicam que o número de ignições este ano até foram inferiores ao ano passado, essa ineficiência ainda é mais clara! Se menos incêndios provocou esta catástrofe, que não teve igual em outros pontos da Europa, o combate às ignições não funcionou e é necessário que funcione.

Mas, mais que arranjar culpados, é necessário prevenir o futuro. Uma estrutura dos bombeiros próxima das zonas mais criticas poderia ser uma solução. Aumentar o numero de Sapadores e de vigilantes, também será indispensável.

Ainda no período antes da Ordem do Dia, questionamos o Sr. Presidente da Câmara sobre outros assuntos:

  • O Hotel do Mezio tem laçado para a encosta águas por tratar, da sua ETAR (subdimensionada?). Foi noticia no jornal Noticias dos Arcos de 15-09-2016 que o Sr. Veriador Olegário Gonçalvez  afirmou:“o licenciamento havia sido dado pelo Ministério do Ambiente e que o Hotel tem uma ETAR, podendo despejar [detritos para o meio ambiente], no caso de a estação de tratamento ficar saturada.” Questionamos o Sr. Presidente sobre esta situação e a resposta é que o Sr. Vereador não diria uma coisa dessas… E que o licenciamento é para lançar apenas água tratada no meio ambiente, algo que, como se sabe, não está a acontecer!
  • Nas últimas
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    Cavalos de proprietário desconhecido a ajudarem numa vindima, em Távora Santa Maria

    semanas, tem andado nas Freguesias de Távora (Santa Maria e S. Vicente) e Souto, um número significativo de cavalos e garranos. Estes animais, cujos donos são desconhecidos, tem provocado significativos prejuízos às pessoas, destruindo diversas culturas. Enquanto fazia a minha intervenção, o Sr. Presidente da Câmara, em jeito de crítica, ia dizendo que “agora tinha de ir atrás dos animais…”. Alertei-o que estes animais andavam nas estradas municipais e que em caso de acidente  alguém teria de assumir as responsabilidades. Conhecemos casos recentes de acidentes com estes animais com vitimas mortais. Julgo que o Sr. Presidente não estava a compreender a gravidade da situação. Enquanto comerem só umas couves, não será grave, em caso de acidente com vitimas, a coisa será pior!

  • Alertamos também para o facto de, nas festas nas aldeias, se abusar dos altifalantes. Além dos horários serem inadequados, com muitos a começarem às 7 horas da manhã a fazer barulho, o volume do ruído está acima de todos os valores aceitáveis. Num concelho que se quer turístico, esta é mais uma aberração que a Câmara teima em não por cobro, pois, como dizem alguns mesários “…se pago a licença, é para por música…”
  • Por fim, chamamos mais uma vez a atenção para a necessidade da câmara fazer força para a necessidade de os meios de comunicação social identificarem correctamente o Concelho de Arcos de Valdevez no PNPG. Isto, a propósito de, recentemente, ter sido noticiado que um casal de turistas se perdeu no Gerês, quando nas imagens aparecia a placa de Adrão e eram os bombeiros de Arcos de Valdevez a serem entrevistados. Esta é uma batalha antiga, para a qual não nos cansamos de alertar e que não tem eco nos executivos municipais. A situação ocorrida leva-nos também às queixas que os turistas frequentemente fazem sobre a falta de informação, nomeadamente nas indicações dos trilhos, sendo que facilmente se perdem e não conseguem dizer, nem aproximadamente,  onde estão.  Como se sabe, o casal em causa só foi encontrado por, já de noite, fazer disparos com flash da máquina fotográfica, pois não conseguiam dizer aos bombeiros em que zona de Soajo se encontravam. A Câmara apresenta muitas iniciativas, vangloria-se do número de empreendimentos turísticos, mas depois falha no essencial, não fiscalizando as fontes de poluição, não promovendo indicações adequadas e não promovendo o Concelho de uma forma adequada de consistente.

Relativamente aos pontos da ordem do dia, aprovamos os 3, mas deixarei para um artigo dedicado a intervenção sobre a ecovia.

Álvaro Amorim

 

Monte do Castelo e prevenção de incêndios

Vista do Penedo
Vista do Penedo

O Monte do Castelo tem sido ao longo dos tempos, sacrificado com incêndios que empobrecem aquele rico património natural.

Se há proprietários que não limpam as suas parcelas, o mais grave, é a actuação do estado.  Grande parte  daquela área, é zona florestal do estado. Seria de esperar que quem gere essa parcela pública, pelo menos uma vez por ano, fizesse uma limpeza do mato, de forma a evitar os incêndios. No entanto, e apesar de terem plantado alguns cedros, o mato, sobretudo os codeços, estão quase da altura das coníferas, com o risco que isso é para a floresta, como mostram as fotos.

IMG_0383No ano passado, o Presidente da Câmara, foi questionado sobre o assunto. A resposta foi que a responsabilidade é do ICNF. Não sei quem é de facto a entidade responsável pela gestação destes espaços florestais, pois a informação que procurei não foi clara.

O certo, independentemente de quem for a responsabilidade, é que são espaços públicos, de enorme interesse natural e com grande potencial turístico, que tem que ser bem geridos. O principal interessado na boa gestão, é o concelho de Arcos de Valdevez. Assim, compete à Câmara Municipal, se de facto não for sua a responsabilidade da gestão das florestas, interceder junto do ICNF para limpar e manter as florestas publicas do concelho.

Compete à Câmara Municipal, enquanto responsável pela Proteção Civil, a tomada de medidas para a prevenção dos incêndios. É de saudar a constituição das equipas de intervenção rápida, apesar de tardiamente (este ano já ardeu mais concelho que o ano passado todo…). Mas, as equipas de intervenção rápida não conseguem actuar nas florestas no estado em que se encontram. E, se é imperativo responsabilizar os privados pelo estado dos seus espaços florestais, o estado, neste caso a Câmara Municipal, tem que dar o exemplo e tomar a iniciativa.

É uma posição normal, da Câmara dos Arcos, escusar-se com outras entidades para justificar problemas no concelho. As estradas tem mau piso, a culpa é das Estradas de Portugal. O espaço à volta do centro de saúde estava degradado, a culpa é da ULSAM. As florestas não são limpas, a culpa é do ICNF. Não discordo que essas entidades deveriam ser mais proactivas na resolução desses problemas. Mas, quando elas falham, compete ao executivo municipal fazer as diligências necessárias para que esses problemas sejam resolvidos em tempo útil.

O Monte do Castelo, é um espaço de excelência no nosso concelho, que tem sido desde sempre mal aproveitado. Os incêndios sucessivos também não têm ajudado. A incúria das autoridades e a falta de visão de quem nos tem governado, não permite mais. É pena…

AA

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Pelo Alto Minho em pintura

Pelo Alto Minho

Foi recentemente apresentada uma obra que procura retratar, em pintura, locais do Alto Minho, incluindo Arcos de Valdevez. Foi lançada com o apoio da CIM Alto Minho e pode ser vista, a versão digital, carregando na imagem em cima ou no link: Pelo Alto Minho.

Um bem haja ao Pintor Carlos Basto que fez um trabalho notável.

Álvaro Amorim

Parque Transfronteiriço do Gerês-Xurés

Filme sobre o Parque Transfronteiriço do Gerês-Xurés

Filme “Gerês- Xurés – Parque da Biosfera Transfronteiriça” foi um dos vencedores do ART&TUR  (notícia CIM-Alto Minho).

É bom que Arcos de Valdevez tire partido destas iniciativas e possa promover-se como um ponto de atração dentro do PNPG e desta nova visão como parque transfronteiriço.

Álvaro Amorim

Parque Nacional da Peneda Gerês ou Reserva da Biosfera

Soajo - Arcos de Valdevez
Soajo – Arcos de Valdevez

O Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), foi recentemente classificado como Reserva da Biosfera, pelo UNESCO (juntamente com o Parque Natural de Xurés).

O actual executivo municipal tem optado por designar Reserva da Biosfera em vez de falar em PNPG, quando se refere à Serra do Soajo/Peneda.

Mais uma vez, infelizmente, o nosso executivo vai por caminhos errados. O PNPG é uma marca, conhecida nacional e internacionalmente, a que é necessário associar o nosso concelho. Falar em Reserva da Biosfera e não falar em PNPG, é excluirmo-nos das mais valias que este nos pode trazer. Dizer que a Porta do Mezio é Reserva da Biosfera e não que é PNPG é um erro crasso.

O que está mal, e que tem que ser mudado urgentemente, é a subalternização de Soajo e Peneda ao Gerês. Compete à CMAV e à ARDAL esse papel. E não é colocando painéis publicitários à saída do Porto a publicitar “Porta do Mezio – Reserva da Biosfera” que se chega lá. A iniciativa era boa, devem ser colocados mais, mas com conteúdos diferente, como: “Entre no PNPG pela Porta do Mezio”! A iniciativa é boa, a execução, péssima!

Enquanto este executivo não aceitar as sugestões das pessoas que não são da sua cor partidária e não começar a pensar seriamente nas pessoas do concelho, em vez das obras de fachada para depois receber medalhas de mérito, vamos continuar a perder terreno para os nossos vizinhos, minhotos e galegos!

Álvaro Amorim