Assembleia Municipal de 30 de Novembro

Pelourinho, Arcos de Valdevez
Pelourinho, Arcos de Valdevez

Assembleia Municipal de 30 de Novembro 2017

Decorreu no dia 30 de novembro de 2017 a última sessão do ano, da  Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, a primeira depois da instalação dos orgãos autárquicos.

Como é hábito, o executivo remeteu para esta sessão da Assembleia Municipal, a discussão e aprovação das taxas e impostos municipais para 2017, mapa de pessoal, assim como o Orçamento e Opções do Plano.

Deixando para outro artigo o orçamento e a proposta de recomendação apresentada pelo CDS-PP, deixo um resumo dos outros pontos discutidos:

  • A aprovação do regimento da Assembleia Municipal foi adiada, para ser discutido na comissão permanente e posterior aprovação.
  • As taxas municipais, IMT, mapa de pessoal, TDP apresentadas pelo executivo municipal não mereceram grandes reparos, pelo que foram aprovadas sem grandes objeções.
  • IRS: O município propôs devolver 1 dos 5% que o código do IRS prevê. O CDS entende que deveriam ser devolvidos os 5%, pelo que apresentou uma proposta nesse sentido. A devolução dos 5% foi chumbada pelo PSD.
  • IMI: O CDS entende que a taxa a cobrar para os imóveis urbanos, deveria ser 0,30%. O PSD chumbou esta proposta, tendo sido aprovada a taxa de 0,35% proposta pelo executivo.

Arcos de Valdevez está a perder população, sobretudo jovem. Por isso, além de ter um problema de desertificação, tem um problema de envelhecimento da sua população.

As medidas de incentivo fiscais, se bem que insuficientes, são um caminho para competir com os municípios vizinhos que, além de outras condições de vida, como maior disponibilidade de serviços públicos e privados, apresentam um pacote fiscal muito mais atrativo à fixação de pessoas.

Algumas notas finais:

  • Novo mandato velhos costumes. Os incidentes entre alguns deputados municipais e entre estes e a mesa parece que são para continuar. As congratulações do PSD, por tudo e por nada, algumas repetidas pela enésima vez, também.
  • O relatório de atividades foi apresentado de uma forma diferente. Em vez do normal relatório com a síntese das decisões do executivo, recebemos um relatório com todos os atos realizados pela câmara municipal. Chamei à atenção para essa falta, espero que o próximo inclua esses resumos.
  • Questionei o presidente da câmara sobre a contratação de 12 pessoas para a Divisão Sociocultural do município, que não apareciam no mapa de pessoal. Respondeu que era para as AEC. Não acho que a resposta fosse elucidativa, pois as AEC não se realizam nos locais para onde estão previstas estas contratações, como o Paço de Giela.
  • Questionei o presidente câmara sobre uma noticia que referia o abate de árvores protegidas na Porta do Mezio. Referiu que aconteceram, mas não justificou a causa, dizendo apenas que não teve a ver com a instalação do Parque Biológico.

É uma falta de respeito para com as populações que habitam, ou tem propriedades na área do Parque Nacional da Peneda Gerês sujeitas a enormes restrições, no que diz respeito a construções, abate de árvores, entre outros.

O município, ao arrepio de todos os regulamentos, faz o que não permite aos seus munícipes.

Álvaro Amorim

Também há PNPG em Cabreiro

Uma parte significativa de Cabreiro faz parte do Parque Nacional Peneda-Gerês. Aliás, é em Cabreiro que se situa uma das zonas de proteção integral do PNPG, a Mata do Ramiscal.

Para além disso, as vistas para Sistelo e Álvora são ímpares! Algumas fotos, que não conseguem substituir a sensação de se andar por lá!

Álvaro Amorim

Mini-Hídrica da Peneda

PenedaInfelizmente não pude estar presente na última reunião da Assembleia Municipal. Pelas informações que me chegaram e pelo que li no jornal Notícias dos Arcos, a posição assumida pelo Grupo Municipal do CDS foi criticada pelo PS, por ter apoiado a reactivação da Mini-Hídrica da Peneda.

Já anteriormente  tinham criticado por não votar favoravelmente a construção de duas torres eólicas na Serra da Peneda, como se a nossa posição dependesse dos ventos que correm.

Parece-me que custa muito a algumas pessoas, talvez por estarem mais preocupadas em campanhas eleitorais do que em lutar pelo que realmente é essencial para os arcuenses puderem ter maior desenvolvimento, que cada projecto tem méritos e deméritos.

Apesar de, pessoalmente, não gostar de eólicas, reconheço que “plantar” um parque eólico no Extremo ou Padroso, não é o mesmo que a 500 m do limite do Parque Nacional Peneda Gerês. O potencial turísticos dos dois locais não tem comparação, apesar do Extremo e Padroso terem uma paisagem impar, como todo o concelho, por isso temos de ponderar e viabilidade desse investimento e do que pode trazer às populações, daí a nossa abstenção. Mas isso, foi há anos atrás, nesta altura, parece-me que o Solar é a solução e deve ser essa a nossa aposta. E, abster, é ter dúvidas, neste caso do efectivo ganho das populações.

Mas, o Solar não é suficiente, pois há a noite e há o Inverno e as baterias ainda estão tecnologicamente atrasadas. Por isso, algumas barragens e, sobretudo, mini-hídricas, tem de ser construídas. Mas claro, sem serem atentados ao património natural, como a do Rio Sabor e a, felizmente chumbada, mini-hídrica de Sistelo. Mini-hídricas em fio de água, de uma forma parecida com o que se faz nos tradicionais moinhos, pode ser uma opção para a microgeração. Sem qualquer impacto no meio ambiente, ou melhor, semelhante ao que existe nas pesqueiras e moinhos.

Comparar a mini-hídrica de Sistelo, em que o Rio Vez seria desviado do seu leito em quase 6Km, à reactivação de uma estrutura com décadas, é no mínimo não saber do que está a falar. E, neste como em muitos casos, apesar da eloquência política, não sabem bem o que dizem.

Na Peneda, a represa, existe. As canalizações existem. A central existe, mas está parada. O que está em causa é reativar a mesma. Nas mesmas condições.

Parece-me que o PS, neste assunto anda perdido. Preocupou-se mais, no caso de Sistelo, em ver quem mais tinha feito pela mobilização das pessoas, mas nem um parecer foram capazes de elaborar contra a construção do mesmo. Votaram contra a reativação da mini-hídrica da Peneda, porque será moda e ficaram incomodados com a posição do CDS dos Arcos, e, na falta de melhor argumento, vem a chamada incoerência! Não estive na Assembleia Municipal, mas estou solidário com a posição assumida e, pelo que me disseram, e li no NA, o Mário Ventura defendeu com elevação e sabedoria a posição assumida, que é também a minha. Infelizmente, os editores noticiosos gostam mais de “pregonas” como “incoerência” do que noticiar de uma forma isenta o que se passa e explicar aos arcuenses o que vai ser feito na Peneda.

Por mim, tenho a certeza que quando puder voltar à Senhora da Peneda, poderei usufruir da beleza da paisagem, da bela cascata e até fazer um refeição no agradável Hotel da Peneda.

Álvaro Amorim

Gerês Granfondo

Soajo - Arcos de Valdevez
Soajo – Arcos de Valdevez

Todos reconhecemos que, quando se fala de Parque Nacional Peneda-Gerês, há uma associação clara ao Gerês, Serra do Gerês e Vila do Gerês.

Conseguir associar a Serra de Soajo, ou mesmo a Peneda, ao PNPG é uma tarefa tanto imprescindível como difícil de realizar, por isso, todas as acções que possam contribuir para isso seriam de saudar.

Pelo contrário, todas as acções que contribuem para realçar esta discriminação negativa dos territórios do parque relativamente ao Gerês, são maus.

Isto, a propósito da realização do “Gerês Granfondo“, a 15 de Junho.

Sendo a Câmara dos Arcos um patrocinador institucional, seria de esperar que esta prova, que pode ser uma forma de divulgação do PNPG muito interessante, tivesse o nome de Peneda-Gerês Granfondo.

A Serra do Soajo, e o próprio concelho de Arcos de Valdevez, sendo uma das áreas mais significativas do PNPG, continua a ser subvalorizado em detrimento do  Gerês… e a culpa só pode ser dos sucessivos executivos municipais de Arcos de Valdevez. Cada um, tem que olhar pelo seu território e não se pode estar à espera que as coisas caiam dos Céu.

AA

Parque Nacional Peneda-Gerês

Não existem palavras para descrever, vale a pena ver!

6º destino mais valioso

Espigueiros de Soajo, 29/07/07
Espigueiros de Soajo

O Parque Nacional Peneda Gerês foi considerado pelo motor de busca Trivago, o 6º destino mais valioso, numa lista de 100 locais em todo o planeta.

Infelizmente, a parte do PNPG do concelho de Arcos de Valdevez ainda é pouco conhecida, ficando muito aquém da Serra do Gerês! Não é pouco frequente confundir o PNPG com o Gerês!

A valorização da Serra de Soajo é nula, aliás mal aparece nos mapas e muito menos em painéis nas vias de comunicação. O santuário da Peneda é conhecido em Arcos de Valdevez, Melgaço, Galiza e pouco mais.

Agora que sabemos que o turismo foi um dos motores que permitiu que 2013  já não fosse de recessão, é vergonhoso que Arcos de Valdevez continue a não ser divulgado como merece para atrair um turismo de qualidade que pode trazer mais riqueza ao concelho e melhores condições de vida aos arcuenses.

AA

As lagoas do Soajo

Por motivos de saúde, há 3 anos que não mergulhava nestes lugares maravilhosos!

A Serra de Soajo é, para mim, um dos lugares mais bonitos do mundo!

Ficam para a posteridade uns lindos mergulhos!

Esta é a nossa terra!

Não há palavras para a descrever, por isso, um milhão de imagens!

A “Opção Orense”

Espiguerios de Soajo, 29/07/07
Espigueiros de Soajo, 29/07/07

Uma das críticas que fizemos na última reunião da Assembleia Municipal foi a falta de empenho da nossa câmara na execução do eixo Braga-Monção.

A resposta do Sr. Presidente da Câmara, foi que preferia e deu prioridade ao eixo Viana-Ourense, pela fronteira de Lindoso, com o objectivo de atrair turismo.

Ambas são importantes, mas, em período de dificuldades financeiras, há que ter prioridade e a ligação a Braga é muito mais importante para nós que a ligação a Orense.

Uma via rápida a atravessar o Parque Natural Peneda-Gerês, é um dos inconvenientes desta ligação. Temo que mais cedo ou mais tarde percamos esse estatuto e, depois, será tarde para arrependimentos!

Além  disso, esta via, que teria ligação à IC28, apenas transformaria Arcos de Valdevez num local de passagem. Tenho dúvidas que incrementasse o turismo no nosso concelho, ou, por outras palavras, quem vem passear para Arcos de Valdevez não tem problemas em fazer a actual ligação, que já tem alguma qualidade.

Mas, mais importante, é que a ligação a Braga é importante pra muitos arcuenses que possuem ligações a Braga e vice versa. Infelizmente, este ano, tive de apanhar o comboio muitas vezes em Braga e, por lá, vi muitos arcuenses com o  mesmo objectivo. Neste momento, temos duas alternativas: Vila Verde ou Ponte de Lima. Pessoalmente gosto da estrada sinuosa de Vila Verde, mas os estrangulamentos nas zonas urbanas podiam levar a perder o comboio, pelo que normalmente ia por Ponte de Lima, um pouco mais longe.

Quem vai para Monção, normalmente, porque é muito mais rápido, utiliza a A3. O dinheiro poupado nas portagens, sempre podia dar para pagar uma merenda em terras de Valdevez!

Gostava de saber se a opção por não insistir  no eixo Braga-Monção e preteri-lo em relação a Orense, é uma decisão tomada com a auscultação dos arcuenses ou foi indicado pelo “Borda d’Água”!

PS: Aliás,  ideal é que os nossos visitantes pudessem entrar em Arcos de Valdevez logo na Barragem de Soajo-Lindoso ou, pelo menos, pela estrada da antiga central hidroeléctrica de Lindoso.

AA

O estado do Turismo em Arcos de Valdevez

Lagoas de Soajo
Lagoas de Soajo

O IPDT, Instituto de Turismo, faz regularmente estudos, com base em entrevistas às pessoas que utilizam o Aeroporto Sá Carneiro, sobre os destinos das passageiros, a razão das visitas, etc.

Infelizmente, não consegui ter acesso ao estudo e não encontrei em nenhum site a lista de preferência dos turistas. No entanto, a Câmara Municipal de Ponte de Lima congratula-se de ser o destino mais procurado e, ao contrário dos outros destinos, ter aumentado a procura.

O que me deixa preocupado, não é, naturalmente, o sucesso de Ponte de Lima, mas o facto de no topo da lista das razões que os turistas apresentam para se deslocarem ao Norte de Portugal, aparecer o Parque Nacional Peneda Gerês, do qual Ponte de Lima não faz parte, como todos sabemos! Há outras, como gastronomia, artesanato, etc., mas o PNPG tem um peso enorme no turismo do Norte de Portugal.

Gostava de ver o que se passa em Arcos de Valdevez. Qual a sua posição e qual a variação na procura. Mas, pelo que se consegue perceber da informação com me cruzei, não tem nada de relevante para referir.

O CDS-PP de Arcos de Valdevez, desde há 3 anos para cá que alerta continuamente para a necessidade de investir no turismo de uma forma significativa. Associar Arcos de Valdevez ao PNPG é imperativo, mas também valorizar  o restante património natural e cultural que dispomos, que vai muito para além do Parque Nacional Penda Gerês. Podia enumera-lo… mas toda gente o conhece e precisava de algumas páginas!

Podemos dizer que Arcos de Valdevez foi abençoado pela Natureza mas não teve tanta sorte com os dirigentes autárquicos das úlimas décadas!

AA