Rio Vez, um rio ou um esgoto a céu aberto?

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Rio Vez, na volta da Lamela

Custa-me escrever isto, mas face ao que se vai vendo, não há uma forma mais suave de abordar a questão!

Quem estes dias passeia junto ao Rio Vez, a juntar à turgidez da água devido às cinzas dos incêndios, pode observar uma camada superficial de espuma. Esta espuma, que aumenta em quantidade com a queda de água do açude na valeta, é visível já desde o verão, mas aparece agora em quantidades assustadoras.

Na base do açude, o mente de espuma que se forma, parece de um banho de espuma.

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Base do açude na Valeta, com enormes quantidades de espuma

Há quem diga a causa desta espuma são as cinzas dos incêndios. Uma experiência simples, mostra que isso não é verdade. Basta pegar num recipiente com água, misturar cinza, deixar cair de meio metro ou um metro, e vai-se verificar que espuma que se forma, normal devido ao borbulhar da água, facilmente se desagrega.

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Entrada das águas da ribeira de Giela no Rio Vez, volta da Lamela.

Mas basta verificar outros ribeiros no concelho, para ver que essa camada de espuma não aparece. Mais, basta olhar para a entrada das águas da ribeira que vem de Giela, na Volta da Lamela, para se perceber que as espuma é exclusiva do Rio Vez.

A questão que se coloca é:

O que faz a divisão do ambiente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez? O que faz o vereador do ambiente?

Este atentado ambiental resulta claramente de efluentes não tratados lançados no Rio Vez. Para que servem os milhões apregoados pelo Presidente da Câmara em saneamento, se não são visíveis melhorias e um dos nossos maiores tesouros ambientais continua “enferrujado”?

Álvaro Amorim