Gerês Granfondo

Soajo - Arcos de Valdevez
Soajo – Arcos de Valdevez

Todos reconhecemos que, quando se fala de Parque Nacional Peneda-Gerês, há uma associação clara ao Gerês, Serra do Gerês e Vila do Gerês.

Conseguir associar a Serra de Soajo, ou mesmo a Peneda, ao PNPG é uma tarefa tanto imprescindível como difícil de realizar, por isso, todas as acções que possam contribuir para isso seriam de saudar.

Pelo contrário, todas as acções que contribuem para realçar esta discriminação negativa dos territórios do parque relativamente ao Gerês, são maus.

Isto, a propósito da realização do “Gerês Granfondo“, a 15 de Junho.

Sendo a Câmara dos Arcos um patrocinador institucional, seria de esperar que esta prova, que pode ser uma forma de divulgação do PNPG muito interessante, tivesse o nome de Peneda-Gerês Granfondo.

A Serra do Soajo, e o próprio concelho de Arcos de Valdevez, sendo uma das áreas mais significativas do PNPG, continua a ser subvalorizado em detrimento do  Gerês… e a culpa só pode ser dos sucessivos executivos municipais de Arcos de Valdevez. Cada um, tem que olhar pelo seu território e não se pode estar à espera que as coisas caiam dos Céu.

AA

Assembleia Municipal de Fevereiro de 2014

1349747Na reunião da Assembleia Municipal, de quarta-feira, 26 de Fevereiro, foram aprovadas duas moções que são muito importantes para o município.

Uma, que o CDS Arcos tinha preparado, mas que foi substituída por uma elaborada em conjunto pelos diferentes grupos municipais, contra a passagem da rede de Muito Alta Tensão pelo concelho. A saúde pública é um factor essencial para esta decisão, mas a preservação do meio ambiente e de valores económicos como o turismo e a agricultura são também razões para nos opormos veementemente contra este projecto.

A moção foi, naturalmente, aprovada, apenas com a abstenção dos presidentes das juntas da Miranda e Monte Redondo.

O grupo Municipal do CDS-PP também apresentou uma recomendação ao executivo para, no âmbito da discussão do novo quadro de apoios financeiros, a ligação Monção-Braga não seja esquecida. O desenvolvimento que Braga pode proporcionar à economia de Arcos de Valdevez, não deve ser negligenciado, pois é umas das cidades mais importantes do país, a nível de população e economia, com centros tecnológicos de eleição.

O Sr. Presidente da Câmara defendeu, por seu turno, que o importante já estava feito, que era a ligação a Viana do Castelo e agora seria importante a ligação à Galiza, por causa do chegada dos emigrantes e do TGV. Não querendo desconsiderar os nossos queridos emigrantes e a vontade de chegarem a casa nas melhores condições, parece-me prioritário melhorar as condições de vida em Arcos de Valdevez, que recentes estudos põe em nível abaixo das nossas expectativas e até criar condições para os emigrantes regressarem de vez.

Ao contrário da última vez em que o CDS-PP apresentou esta proposta, agora foi aprovada por unanimidade. Espero que o Sr. Presidente, nos vários centros de decisão onde participa, tenha em consideração a vontade de todos os deputados municipais e se empenhe nesta solução.

Há ainda de referir a aprovação, também por unanimidade, de uma proposta, apresentada pelo PS, para rapidamente se encontrar uma solução para a falta de resposta no nosso concelho para as pessoas portadoras de deficiência.

Relativamente a este assunto, o CDS-PP também questionou o executivo, no ponto para a discussão do relatório de actividades do executivo. Foi pedido para apresentar o protocolo com a Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, relativamente ao edifício do antigo seminário, da rua Padre Manuel Himalaia. O Sr. Presidente não respondeu, como ainda não deu essa informação solicitada pelo vereador eleito pelo CDS-PP. Alertei para para rapidamente arranjar uma solução, de preferência envolvendo também a APPACDM, que tem uma larga experiência na elaboração de soluções para as necessidades das pessoas portadoras de deficiência, ao que o Sr. Presidente respondeu que a referida associação nunca pediu para reunir com a câmara, ao contrário do que tem aparecido noticiado. Para mim, é essencial que uma solução seja apresentada rapidamente.

O Grupo do CDS-PP alertou ainda para os problemas que estão a ocorrer na contrição ecovia, problemas que se teriam evitado se o traçado tivesse sido devidamente planeado e acertado com os proprietários. Para mim, as obras, mesmo que essenciais, não podem ser construídas contra as pessoas e é obrigação da câmara não criar conflitos desnecessários com os arcuenses.

AA

6º destino mais valioso

Espigueiros de Soajo, 29/07/07
Espigueiros de Soajo

O Parque Nacional Peneda Gerês foi considerado pelo motor de busca Trivago, o 6º destino mais valioso, numa lista de 100 locais em todo o planeta.

Infelizmente, a parte do PNPG do concelho de Arcos de Valdevez ainda é pouco conhecida, ficando muito aquém da Serra do Gerês! Não é pouco frequente confundir o PNPG com o Gerês!

A valorização da Serra de Soajo é nula, aliás mal aparece nos mapas e muito menos em painéis nas vias de comunicação. O santuário da Peneda é conhecido em Arcos de Valdevez, Melgaço, Galiza e pouco mais.

Agora que sabemos que o turismo foi um dos motores que permitiu que 2013  já não fosse de recessão, é vergonhoso que Arcos de Valdevez continue a não ser divulgado como merece para atrair um turismo de qualidade que pode trazer mais riqueza ao concelho e melhores condições de vida aos arcuenses.

AA

A Regionalização…

mapaadministrativodeporNuma entrevista ao Notícias dos Arcos, edição de 22 de Novembro de 2013, o Presidente da Câmara de Viana do Castelo, vem defender a regionalização como a grande reforma do estado.

Sempre fui contra a regionalização e sempre foi um ponto que tive em comum com o CDS.

Há várias razões que justificam esta minha forte convicção:

– Somos um país pequeno. A Espanha tem regiões quase tão grandes como Portugal, geográfica e demograficamente.

– Uma vez que a instituição das regiões tradicionais não  é opção, o Minho seria simplesmente absorvido pelo Douro Litoral. Aliás, não é à toa que tantos defensores da Regionalização são portuenses! Eles querem simplesmente ser a capital do Norte e absorver ainda mais dos fundos disponíveis. Era desta que fariam uma ponte na foz e um túnel por baixo do Douro!

– Portugal já tem deputados a mais. A democracia tem custos e por isso, qualquer eleição custa milhões de euros aos cofres do estado. A manutenção de  Presidentes da República, Assembleia da República, um Governo e órgãos locais, já é um encargo enorme. Criar mais 4 ou 5 regiões, com as respectivas eleições, deputados, assessores, governo e todas as despesas associadas é uma ideia completamente dejustada nesta altura. Quando se eliminaram juntas de freguesia, se pretende diminuir o número de municípios, não se entende a criação de um poder intermédio.

-Há ainda a questão orçamental… toda a gente sabe quanto custam as regiões autónomas, sobretudo a Madeira… está tudo dito! Infelizmente, não há governo, seja municipal, seja regional seja nacional que não gaste mais do que pode! Isto, para nós, está a ser dramático e por isso estamos debaixo de um programa de resgate. Há casos de excepção, como Ponte de Lima, mas são de facto excepções…

É minha opinião, que a regionalização só servia para alguns políticos quererem subir mais, pois não lhes chega serem presidentes ou ex-presidentes de Câmara e querem ser Presidentes ou secretários regionais.

Numa altura em que os políticos estão tão mal vistos e, na grande maioria, com razão pela população, é completamente despropositado propor o aumento do número de cargos políticos.

Há um referendo em que a posição dos portugueses foi clara… espero que, ao contrário do que aconteceu com o aborto, haja respeito por essa decisão!

Álvaro Amorim

Mais estatísticas…

Poder de CompraO Jornal de Negócios, apresenta um estudo, com base nos dados do INE, onde mostra o poder de compra por município, no país.

Como seria de esperar, as capitais de distrito, são as que apresentam melhores resultados, o que se compreende, pois é lá que está a maioria da riqueza. Não é de estranhar que, com políticas sucessivas de desertificação do meio rural, quem tem posses fuja para os centros urbanos. No entanto, os eleitos locais também têm muita culpa, desenvolvendo políticas de atração de riqueza, antes fomentando a fuga da gente mais qualificada e por isso com maiores possibilidades de gerar riqueza. Aquilo que se passa a nível nacional, da emigração de talentos, pode-se replicar à maioria dos municípios. É claro, os grandes centros nem precisam fazer muito para a riqueza toda ir lá parar!

Arcos de Valdevez aparece neste mapa num modesto 237º lugar.  Mas, claro, com as políticas que tem sido seguidas por terras arcuenses, é natural que os sucessivos rankings que se vão elaborando nos coloquem sempre em posições que pouco nos orgulham, sempre muito abaixo das médias nacionais.

O estudo pode ser consultado em:

Ranking do Poder de Compra

AA

São estatísticas… e não são grande coisa

Pelourinho, Arcos de Valdevez
Pelourinho, Arcos de Valdevez

É uma associação que resolveu estudar o estado do poder local em Portugal. É a TIAC.

O retrato global do poder local não é bonito, mas o nosso concelho consegue ficar na parte pior! Havia duas metas, para mais de 36, pontos seria considerado um município aceitável e para cima dos 64, bom. Nenhum município português foi considerado bom e Arcos de Valdevez ficou aquém do razoável, com 33 pontos!

 

Esta associação cívica avalia o ITM!

O Índice de Transparência Municipal (ITM) mede o grau de transparência das Câmaras Municipais através de uma análise da informação disponibilizada aos cidadãos nos seus web sites. O ITM é composto por 76 indicadores agrupados em sete dimensões: 1) Informação sobre a Organização, Composição Social e Funcionamento do Município; 2) Planos e Relatórios; 3) Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos; 4) Relação com a Sociedade; 5) Contratação Pública; 6) Transparência Económico-Financeira; 7) Transparência na área do Urbanismo.

Arcos de Valdevez ocupa a posição nº 156 e tem pontuações bastante baixas relativamente aos pontos nº 2) Planos e Relatórios e nº 5) Contratação Pública.

Ranking Dimensões ITM
Ranking Dimensões ITM (http://poderlocal.transparencia.pt/camara/261)

É certo que não somos os piores do Alto Minho… mas podíamos ser os melhores!

Não posso deixar de felicitar o Notícias dos Arcos por ter dado a conhecer este estudo.

AA

A factura da água

Todos sabemos que Arcos de Valdevez é um concelho com impostos e taxas elevadas. Um exemplo do custo de ser arcuense, é a factura da água. Os arcuenses são os terceiros com a factura da água mais elevada no Distrito de Viana do Castelo. Só na capital de distrito e Caminha se paga mais que em Arcos de Valdevez, apesar de no segundo caso, a diferença ser insignificante!

Pagamos quase mais 4€ relativamente a Monção, que ocupa o 4º lugar, mais 5€ que Ponte de Lima e quase 6€ que a Ponte da Barca.

Custo da Água no Distrito de Viana do Castelo
Custo da Água no Distrito de Viana do Castelo

Fonte: Público