Rio Vez, um rio ou um esgoto a céu aberto?

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Rio Vez, na volta da Lamela

Custa-me escrever isto, mas face ao que se vai vendo, não há uma forma mais suave de abordar a questão!

Quem estes dias passeia junto ao Rio Vez, a juntar à turgidez da água devido às cinzas dos incêndios, pode observar uma camada superficial de espuma. Esta espuma, que aumenta em quantidade com a queda de água do açude na valeta, é visível já desde o verão, mas aparece agora em quantidades assustadoras.

Na base do açude, o mente de espuma que se forma, parece de um banho de espuma.

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Base do açude na Valeta, com enormes quantidades de espuma

Há quem diga a causa desta espuma são as cinzas dos incêndios. Uma experiência simples, mostra que isso não é verdade. Basta pegar num recipiente com água, misturar cinza, deixar cair de meio metro ou um metro, e vai-se verificar que espuma que se forma, normal devido ao borbulhar da água, facilmente se desagrega.

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Entrada das águas da ribeira de Giela no Rio Vez, volta da Lamela.

Mas basta verificar outros ribeiros no concelho, para ver que essa camada de espuma não aparece. Mais, basta olhar para a entrada das águas da ribeira que vem de Giela, na Volta da Lamela, para se perceber que as espuma é exclusiva do Rio Vez.

A questão que se coloca é:

O que faz a divisão do ambiente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez? O que faz o vereador do ambiente?

Este atentado ambiental resulta claramente de efluentes não tratados lançados no Rio Vez. Para que servem os milhões apregoados pelo Presidente da Câmara em saneamento, se não são visíveis melhorias e um dos nossos maiores tesouros ambientais continua “enferrujado”?

Álvaro Amorim

Polícia Municipal

A Polícia Municipal que estava prevista para o município, não foi criada pelo actual governo.

Segundo uma notícia da rádio GeiceFM, o Presidente da Câmara teve uma reunião com o ministro Miguel Relvas, onde foi informado da impossibilidade da constituição desta força policial.

É uma decisão que vai de encontro à nossa posição, pois o CDS-PP sempre questionou a necessidade da constituição de uma força policial municipal. Sempre defendemos que deveriam ser reforçados os efectivos da GNR locais. O Executivo sempre optou por defender a constituição de uma força policial que estivesse sobre a sua alçada.

A criação de uma força policial local não se justifica, atendendo à densidade populacional do município, ao nível de criminalidade e às actuais condições económicas.

As principais funções desta força municipal, multar os automobilistas estacionados nas zonas pagas e não fazerem o respectivo pagamento, podem perfeitamente ser feitos pelos ficais camarários como ocorre noutros locais.

Todas as outras valências da Polícia Municipal devem ser asseguradas por um corpo da GNR reforçado com mais agentes.

O Sr. Presidente da Câmara queixa-se da ingerência do governo no poder local. Estando perante um governo legitimamente eleito e que tem entre as mãos o problema de muitos municípios com dívidas que não conseguem cobrir, não ficando Arcos de Valdevez muito bem nesta fotografia…, tem toda a legitimidade de questionar o aumento das despesas e a pertinência dessas despesas.

Diz o Sr. Presidente que não haveria aumento da despesa… Como, se teria de haver necessariamente fardas, hierarquias, automóveis, armas, instalações, comunicações… tudo isso custa dinheiro e alguém teria de pagar.

AA