A Senhora da Peneda é na Gavieira, Arcos de Valdevez

MinhoDigital
Senhora da Peneda (Minho Digital).

O executivo da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez lembrou-se agora, a pouco mais de um mês das eleições autárquicas, que se esqueceu da Peneda e da romaria de Nossa Senhora da Peneda!

Como se costuma dizer, longe da vista longe do coração….

 

“A Peneda estava longe de Arcos de Valdevez e temos de desenvolver ações para que as pessoas percebam que o lugar e a romaria de Nossa Senhora da Peneda pertencem aos Arcos”, admite o vereador Olegário Gonçalves…

in”Minho Digital

Álvaro Amorim

 

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O Estado das estradas…

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Estradas Nacionais 202 e 101 de Souto a Sabadim

Ponto prévio: As Câmaras Municipais têm, mais que o poder,  a obrigação de intervir sempre que a segurança das populações está em causa, seja em equipamentos municipais, privados ou governamentais.

 

Vem isto a propósito do estado lastimoso em que se encontram grande parte das estradas no concelho de Arcos de Valdevez. É certo que, se em algumas freguesias houve algum investimento de última hora, para mostrar trabalho para as próximas eleições autárquicas, há ainda muito que fazer. Como não há uma manutenção sustentada das vias de comunicação, põe-se em ano de eleições meio concelho em obras, para assim se poder dizer que se investiram milhões na melhoria destas vias.

Há no entanto uma situação que é mais problemática e que há anos que se arrasta: As Estradas Nacionais (sobretudo a EN101 e EN202). Por serem nacionais, a responsabilidade da sua manutenção é da Infraestruturas de Portugal (IP). A EN 202 começa em Jolda, passa pela vila e segue para Soajo. A EN101, faz parte da ligação Braga-Monção.

Sempre que questionados por nós, os executivos municipais dizem que a responsabilidade não é deles. Finalmente, neste último ano, uma boa noticia: haveria reparação do piso na EN101 a partir da rotunda da variante e da EN202 em Guilhadeses.

A primeira ainda avançou a segunda, ficou para as calendas gregas… mas, num concelho onde há filhos e enteados, só a freguesia de Guilhadeses seria filha, sendo que, Souto e Tabaçô ficariam como enteadas… Isto, já para não falar do troço entre Souto e Jolda, que, apesar de mau, não está tão perigoso como os referidos.

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Troço da EN101 desclassificado e agora Estrada Municipal

Ora, se estes troços são da jurisdição da IP, já o mesmo não se pode dizer na antiga EN101, em Paçô e entre a rotunda da Ponte Nova e a rotunda da Variante, em Prozelo. Estes dois troços, são da exclusiva responsabilidade da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e o seu estado deve-se apenas à má gestão dos recursos municipais.

Muitos destes problemas não existiriam se a Câmara Municipal exigisse às empresas que utilizam as estradas para instalar serviços, deixar o piso em boas condições. Quer nas estradas nacionais, quer nas estradas municipais, logo que há a instalação de um serviço, o remendo fica bem visível. Ao fim de pouco tempo fica um desnível que atenta contra a segurança da circulação.

Estes dois troços da ex N101, são exemplo disso, havendo um enorme buraco no local aberto para instalar, nestes casos, o saneamento. Quer um quer outro, colocam a segurança dos automobilistas em perigo. O troço de Paçô, ainda é mais grave, pois muita gente usa esta via para ter acesso à Ecovia, uma vez que ela não existe na margem esquerda do Vez.

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Dispositivo para experimentar os amortecedores do automóvel na EN101.

Se houvesse preocupação de repor o piso adequadamente, o estado das vias não se degradava tão rapidamente e não seriam os cofres municipais a suportar essas reparações, como acontece em concelhos vizinhos, onde após a instalação dos serviços, os tapetes asfaltados são devidamente corrigidos.

Mas, claro, isto é pedir muito, se mesmo no troço agora melhorado, da N101, as tampas do saneamento ficaram desniveladas. Provavelmente, é paramos não esquecermos que em Arcos de Valdevez existe saneamento… alguém se podia esquecer, visto o que aparece frequentemente no Rio Vez!

 

 

Álvaro Amorim

 

Assembleia Municipal de Junho de 2017

Imagem da Casa das Artes
Casa das Artes, arcos.

Antes dos tristes acontecimentos relatados no artigo anterior, no Período Antes da Ordem do Dia, houve alguma discussão política.

Os Grupos Municipais, começaram por estar unanimemente de acordo na solidariedade às vitimas de Pedrógão Grande.

Na minha intervenção procurei fazer um breve balanço deste mandato autárquico. A referência à última entrevista do Sr. Presidente da Câmara ao Noticias dos Arcos tinha que ser referida:

“O Sr. Presidente da Câmara referiu, em entrevista ao Noticias dos Arcos, que executou 80 milhões de euros, enumerando algumas obras que realizou. Mas, a questão que colocamos, é: que beneficio trouxeram estes 80 milhões de euros para as populações de Arcos de Valdevez? Houve melhoria em termos demográficos? A pirâmide etária está hoje mais equilibrada? Melhoramos o nosso rendimento per capita? (encontramo-nos na cauda do distrito de Viana do Castelo, que já por si se encontra abaixo da média nacional). No ranking dos municípios do distrito de Viana do Castelo, Arcos de Valdevez aparece com um valor per capita de 68,44 % da média nacional, apenas à frente de Ponte da Barca, Paredes de Coura e Melgaço, uma posição da qual não nos devemos orgulhar.

Os Arcuenses continuam a ter que emigrar e os jovens não encontram forma de se fixarem.”

Também referi, algumas das medidas alternativas que podem melhorar as condições de vida do concelho:

“A questão da zona urbana da vila, do centro histórico, continua com estrangulamentos. Ainda hoje continuam por resolver problemas como a abertura da ponte velha ao transito rodoviário, a remoção de vários obstáculos urbanísticos, a questão do estacionamento e, o redimensionamento dos fluxos de transito. A ligação através de uma via rápida de Arcos de Valdevez a Braga…”

.”..defendemos o estabelecimento de uma fórmula que tenha nas suas variáveis objetivos, de forma a todas as freguesias receberem verbas equitativamente.”

“…um projeto para Arcos de Valdevez, que passa pelo turismo, pela agricultura (a fileira da floresta e o vinho são dois segmentos que devem ter a máxima atenção, mas o apoio a novas culturas que possam trazer valor acrescentado é também prioritário), por incentivar o comércio local. Não descuramos a industria (sobretudo industrias amigas do ambiente)…”

“o executivo não deveria cobrar aos munícipes a taxa variável de IRS. Num intervalo de 0% a 5% do IRS, a câmara municipal estabeleceu o valor de 4,5 % a cobrar aos munícipes. O IMI (imposto municipal de imóveis) em nosso entender deveria ir para os valores mínimos.”

Por outro lado, consideramos que alguns investimentos realizados, ficaram aquém das potencialidades que poderiam ter. O Paço de Giela, apesar da edifício em si ter sido recuperado e lhe terem devolvido a beleza do passado, podia ter um aproveitamento turístico muito mais de acordo com a sua importância. A Ecovia, que permite passeios majestosos junto à margem do Vez e Lima, foi mal construída e, apesar de já ter consumido cerca de um milhão de euros, continua incompleta.

Relativamente a esta intervenção, o Sr. Presidente respondeu que era contra a construção da Ecovia e a reconstrução do Paço de Giela, além de não conhecer o concelho, referindo os muito milhões de euros já investidos… Pôs em causa ainda o meu profissionalismo, ao acusar-me de não falar das coisas boas que faz na educação.

Tive oportunidade de lhe responder, referindo várias coisas:

  • Não misturo a politica com o meu trabalho. Não falo de política na minha sala de aula e não falo da escola onde trabalho na Assembleia Municipal.
  • Deturpa, constantemente, o meu discurso. Nunca fui, nem o CDS-Arcos foi, contra a Ecovia ou o restauro do Paço de Giela. Apenas considero que ambos os projectos podiam ir mais além. A Ecovia deveria ter sido melhor planificada e executada. O Paço de Giela, merecia outra dinamização. São dois projectos emblemáticos que mostram a falta de ambição deste executivo em transformar os equipamentos arcuenses em referência a nível nacional.

Duas notas para referir as intervenções do PSD:

  • Foram anunciar tantos milhões, que parecia que os 80 000 000 € que o Sr. Presidente refere que executou durante este mandato, eram uma ínfima parte do que realmente aconteceu. Só quando o Sr. Presidente reforçou esses investimentos com exemplos de obras, é que percebemos que estavam a somar investimentos que vinham do mandato anterior (Posto de Comando Territorial da GNR, que até foi um investimento directo do MAI), com outros que vão para além deste mandato, como a revitalizarão urbana (4 milhões, mas que está agora a iniciar), requalificação da escola (outro investimento directo do governo central, neste caso ME), etc.
  • Elogiaram o facto de haver consulta aberta nas Unidade de Saúde Familiar até à meia noite e ao Fim de Semana. Esta constatação, mostra de facto a pouca ambição deste PSD e deste executivo municipal. O que deveria haver, não era uma consulta aberta, mas um serviço de urgência básica. Todos se lembram das situações de emergência que ocorreram à porta das unidades e, estas não tinham condições para socorrer tendo sido enviados de urgência para Ponte de Lima. É positivo, quando se tem uma cefaleia, poder ter uma consulta… mas se tiver um enfarte do miocárdio, não haver condições de salvar a pessoa.

Nos últimos 40 anos de poder autárquico, em especial desde inicio dos anos 90 em que há fundos europeus, o município gastou entre mil a dois mil milhões de euros. O concelho está melhor… era o que mais faltava que não estivesse… todos os municípios estão melhores. O que é certo, é que estamos melhores, mas estamos na cauda em relação aos principais indicadores de qualidade de vida e desenvolvimento. Temos hoje, quase metade da população e cada vez mais envelhecida.

Álvaro Amorim

 

40 Anos de Poder Local Democrático

placa_armasEm 12 de Dezembro de 1976 realizaram-se as primeiras eleições democráticas para as autarquias locais.

A Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez não se esquece da data e resolveu realizar uma assembleia comemorativa da data.

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Placa evocativa dos autarcas eleitos em 1976 e em 2013

Assim, no dia 12 de Dezembro de 2016, realizou-se uma reunião da Assembleia Municipal comemorativa, para a qual foram convidados os autarcas eleitos naquele primeiro acto eleitoral democrático para as autarquias locais.

Foi convidado o Ministro Adjunto do Primeiro Ministro, Dr. Eduardo Cabrita, com a pasta das das Autarquias Locais, que presidiu à reunião, assim como o Professor Doutor Jorge Alves, que fez uma dissertação sobre o poder local.

Também estiveram representadas a maioria das entidades municipais, desde as forças de segurança e proteção civil até às diferentes associações culturais e desportivas. De forra do concelho, vieram os deputados da Assembleia da República eleitos pelo Distrito de Viana do Castelo, os presidentes das Assembleias Municipais dos concelhos vizinhos e respectivos presidentes da câmara assim como os presidentes da CIM-Alto Minho e IPVC.

Para assinalar a data, também foi descerrada uma medalha_frenteplaca evocativa onde constam todos os eleitos para a Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Presidência da Junta de Freguesia em 1976 e 2013. A placa ficou exposta na entrada da Casa das Artes.

Para completar, foi cunhada uma medalha evocativa a data, que foi entregue aos convidados e aos autarcas presentes eleitos em 1976 e 2013.

Julgo que foi uma acção bem sucedida, medalha_facenomeadamente na homenagem aos autarcas de 1976 que ainda se encontram entre nós e que ajudaram a implementar no concelho a democracia recentemente conseguida, através da revolução de 25 de Abril e da sua consolidação no 25 de Novembro.

Álvaro Amorim

Agora é a vez das pessoas…

Sistelo, PadrãoNo acto de instalação dos órgãos autárquicos, no passado dia 16 de Outubro, algumas frases ficaram a tilintar nos nossos tímpanos!

Uma delas, durante o discurso do recém empossado presidente da câmara, foi qualquer coisa como: agora é a vez de nos dedicarmos às pessoas!

Finalmente, alguém dos que governam a câmara municipal há 37 anos, reconhece que as políticas implementadas não foram para dar melhores condições aos arcuenses! 

Desde já deixo o compromisso de, se houver essa alteração nas políticas, o meu apoio estar garantido. Também nesse sentido foram as palavras da Drª Carolina na sua intervenção. Se houver políticas voltadas para a criação de emprego, da valorização e Arcos de Valdevez, através do comércio, turismo, agricultura ou outras,  estaremos cá para dar o nosso apoio.

Fiquei no entanto preocupado com as palavras da líder da bancada do PSD, quando afirmou que queria o apoio da oposição mesmo quando fossem propostas medidas difíceis para a população! 

Espero que não estejam já a preparar o aumento dos impostos (IMI e IMT e outros) e das taxas municipais. Espero sinceramente que não nos dêem razão quando dissemos que a baixa parcial do IMI, que se vangloriaram de fazer, não seja só para ano de eleições! Gostávamos que fosse mais baixa, o valor mínimo, mas já que somos os únicos a defender ano após ano essa proposta, nunca é aprovada. Espero que, pelo menos, não a voltem a subir… mas, infelizmente, nestes meios já nada  me surpreende!

AA

Nota: imagem do lugar de Padrão, Sistelo!

Dever cumprido

Pelourinho, Arcos de Valdevez
Pelourinho, Arcos de Valdevez

Depois de há 4 anos o CDS-PP ter conseguido eleger 4 deputados municipais, os objectivos para estas eleições eram claras: melhorar os resultados.

Atendendo que há menos deputados eleitos, fruto da fusão das juntas de freguesia, para manter os 4 deputados, o CDS-PP teria forçosamente que conseguir mais votantes. E isso, aconteceu, mantendo não só os 4 da última legislatura, mas elegendo mais 2. Assim, foram eleitos 6 deputados municipais,  que resultará em bastante mais tempo de intervenção nas Assembleias Municipais.

No entanto, havia um objectivo que era prioritário: a eleição de pelo menos um vereador! E esse objectivo também foi conseguido, através de uma quase duplicação dos votos. O Engenheiro Fernando Fonseca será com certeza uma voz activa na vereação e defenderá com todas as forças o rigor financeiro e as medidas que promovam a agricultura, o turismo e o comércio, entre outras.

Relativamente às freguesias, o CDS-PP conseguiu eleger 13 autarcas, estando ainda 2 freguesias por decidir. Relativamente às minhas Távoras, o resultado foi abaixo do esperado, mas eu sempre assumi que o objectivo principal era a eleição de um vereador. Mas, reconheço que o meu estilo de campanha não é a indicada para uma freguesia como Távora (Santa Maria e S. Vicente). Um candidato que não prometa o que não pode cumprir, nunca terá hipóteses de ter votações significativas! Até porque depois não se poderia dizer que não cumpre o que promete…

Ainda há duas freguesias que as listas do CDS-PP podem ganhar! Se a justiça for feita, a Ana e o Mário serão respectivamente presidentes das juntas de Sistelo e Vale. O trabalho deles, juntamente com os elementos das suas listas, foi fantástico.

Para terminar, custa-me ouvir, em diversos locais, por inúmeras pessoas, que a nossa campanha foi a melhor, a mais correcta e a que mostrou mais trabalho, constituída por gente mais competente… e no fim termos menos votos que quem não demonstra mais trabalho e mais competência! Por alguma razão o poder local e, também, o país, estão como estão. Não vence quem tem mais mérito, vence quem mais promete e…!

A todos os que confiaram em mim e também nas nossas equipas, o muito obrigado!

E, já agora para terminarmos, deixo a beleza da nossa terra… que nos acompanha sempre!

Álvaro Amorim

Dia de reflexão

Estamos neste Sábado, 28 de Setembro, em dia de reflexão.

Os últimos 2 meses e meio foram praticamente dedicados a estas eleições autárquicas.

Mas as últimas duas semanas foram mesmo de exaustão. Procurei, junto com os meus parceiros, dar o melhor. E fizemos sempre aquilo que achamos que seria melhor. Não sei, naturalmente, qual vai ser o resultado no domingo das eleições. Mas seja ele qual for, sinto que fiz o meu dever. Nunca ninguém me poderá dizer, quando criticar o estados das coisas, que nunca as tentei mudar. E isso, aplica-se a todos nós que dedicadamente percorremos o concelho, apresentando as nossas ideias, as nossas formas de estar e, sobretudo, as soluções que julgamos ser as mais certas para a nossa terra!

Há, ainda um outro aspecto muito importante, no fim destas semanas! São as pessoas com quem colaborei! Pessoas boas, trabalhadoras que espero que tenham muito sucesso. Escrevi aqui há tempos que o melhor dos arcos  são as pessoas, mas estas, são mesmo do melhor que há.

Não posso deixar de referir as horas de trabalho com Mário. Apesar de, por vezes, ser resmungão, foi mesmo um prazer trabalhar com ele. Foi ele que, há 4 anos, me desafiou para este projecto, na altura nem o conhecia. É hoje, com certeza, mais que um parceiro, um amigo.

Seria de facto bom que nós tivéssemos mais força neste município, mas isso cabe aos arcuenses decidir. Pela minha parte, fiz tudo que estava ao meu alcance. Estou convicto que, atendendo à realidade do concelho e à nossa disponibilidade financeira, seria muito difícil fazer melhor.

Para todos, um bem haja e um muito obrigado

Álvaro Amorim

Deixo aqui fotos de alguns lugares maravilhosos por onde passei!