Não foi esquecimento, foi…

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Parte da carta do Rei D. Manuel I onde outorgou o título de vila às terras de Valdevez.

No dia 4 de julho fez 500 anos que o Rei D. Manuel I outorgou o título de Vila a Arcos de Valdevez.

Esta data, que deveria ter sido devidamente comemorada, foi apenas lembrada pelo município com uma nota de imprensa, a referir que hastearam as bandeiras.

Poder-se-ia pensar que foi um lapso ou qualquer esquecimento, o que seria sempre grave.

Soube-se hoje, 11 de Julho, que foi uma opção política do executivo municipal não assinalar a data com as honras que eram devidas e apenas apresenta-la, pode dizer-se assim, como uma nota de rodapé no dia do concelho.

O executivo municipal, sabia, pelo menos desde as comemorações do Foral, que nesta data se completavam os 500 anos da vila de Arcos de Valdevez. Sabiam, porque incluíram o documento que oficializava essa elevação, nas publicações comemorativas do foral de Arcos de Valdevez. Sabiam, porque disseram, nestas comemorações do dia do concelho, que optaram por fazer uma reconstituição do documento e o distribuir pelos presentes.

Assim, a comemoração dos 500 anos da vila de Arcos de Valdevez, restringiu-se ao hastear das bandeiras no dia 4 de julho e à distribuição da carta de Dom Manuel I a outorgar do estatuto de vila.

Muito pouco para quem se diz respeitador da memória de Arcos de Valdevez.

E esta memória seria também útil para, neste dia, homenagear o Maestro António Branco Pedreira, autor do hino dos Arcos de Valdevez. Outros, que fizeram menos pelo concelho, alguns ainda em vida, tiveram direito a nomes na toponímia arcuenses. Este, que influenciou toda uma geração de músicos em Arcos de Valdevez, forte impulsionador da nossa cultura, continua esquecido.

Quantos dias do concelho vamos ter mais, em que ouvimos a Marcha dos Arcos, composta pelo Maestro Pedreira e impecavelmente tocada pela Banda da Sociedade Musical Arcuense, e não assistimos à devida homenagem ao seu criador.

Uma nota final para o discurso do Sr, Presidente da Câmara, neste dia solene. Um discurso claramente politico e pouco adequado à solenidade do evento. Destaco o eufemismo com que anunciou que as obras da N202 em Guilhadeses estavam a terminar e apoio da Câmara Municipal à esgrima…

Álvaro Amorim

2 thoughts on “Não foi esquecimento, foi…

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