Meu Pobre Rio Vez

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Lutra lutra

É com uma enorme revolta que estou a escrever este artigo… Mas, infelizmente, tem que ser escrito. As chamadas de atenção na Assembleia Municipal (suponho que toda a  oposição já chamou a atenção para este problema), cai em saco roto e nada é feito para que, de uma vez por todas, a poluição no Rio Vez seja erradicada!

É uma quinta feira, 6 de Outubro, há bastante gente a percorrer os passadiços ao longo da margem esquerda do Rio Vez. Na volta da Lamela, uma lontra, Lutra lutra, está a atarefada na sua caça e, a poucos metros, uma mancha amarela dá um colorido triste ao belo Rio Vez.

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Volta da Lamela, Giela

O executivo municipal anuncia centenas de milhares de euros em saneamento básico. Os deputados do PSD na Assembleia Municipal elogiam, sessão após sessão, os investimentos feitos nesta área. É certo, que elogiam quando há a adjudicação, quando o Sr. Presidente da Câmara visita a obra e por fim quando ela é concluída… O que dá muitos elogios! Mas, na prática, depois vemos o rio poluído e os exemplos são vários!

É criminoso a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez continuar a ignorar estes constantescrimes ambientais contra um património que é de todos e que pode ser uma fonte de riqueza para o concelho. É de uma negligência atroz que a Câmara Municipal não tome as medidas adequadas para que os efluentes não tratados continuem a ser lançados no meio ambiente.

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Foco de poluição, Rio Vez

Infelizmente, os exemplos são muitos e sucedem-se uns atrás dos outros. O Hotel do Mezio que lança na Serra do Soajo efluentes não tratados. As várias descargas ao logo do Rio Vez, que constantemente são denunciadas, sobretudo ao longo do centro urbano.

Para que servem os investimentos na ecovia, nos centros de interpretação, no futuro museu da água e outras infraestruturas se, de uma forma definitiva não são eliminados estes problemas. O meio natural fica degradado, pouco atractivo, mas somos todos os arcuenses que somos prejudicados, porque perdemos o rio as paisagens e, directa ou indirectamente, a fonte de riqueza que é o turismo.

Álvaro Amorim

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