Paço de Giela: Recuperação ou ruína?

Paço de Giela
Paço de Giela

Muito se tem dito sobre o projecto para o Paço de Giela, que a Câmara Municipal tem em execução.

Vamos lá então esclarecer o que está previsto para este monumento nacional, classificado como tal em 1910!

O conjunto do Paço de Giela é constituído pelo edifício principal e algumas construções adjacentes. O edifício principal é constituído por uma torre e por um corpo, a parte realmente que corresponde ao paço. As duas partes tem datas de construção diferentes, sendo a torre “baixo-medieval” e o paço do século XVI (IGESPAR). Não existe nenhuma ligação interna entre a torre e o paço, sendo, na prática, construções independentes.

Vista de topo do Paço de Giela
Vista de topo do Paço de Giela
Torre do Paço de Giela
Torre do Paço de Giela

O que se pretende com o projecto que se encontra em  execução, é aproveitar a torre, e apenas a torre, para a instalação de equipamentos digitais onde estarão disponíveis aplicações interactivas que abordem alguns temas, como a história do concelho, incluindo o Torneio de Valdevez. Haverá assim, 3 zonas temáticas em que os visitantes poderão assistir a apresentações, mais ou menos interactivas, todas na torre. 

CarinaO paço, a parte em forma de L, mais baixa, construída no sec. XVI, de traço manuelino, de onde se destacam as janelas rendilhadas, será consolidado e manter-se-à sem qualquer utilização. É referida como “ruína consolidada”! Na Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara não me respondeu à questão sobre a reposição dos melões, entretanto caídos. No Paço, quase não resta nenhum em pé. O que é certo, é que apenas será consolidada a ruína, na prática,  sem qualquer utilização. É bonita, sim, mas inútil!

Paço de Giela
Paço de Giela

Quanto às casas adjacentes, que fazem parte do conjunto, não sei qual destino. Talvez infra-estruturas de apoio, como balneários, mas não posso afirmar isso com certeza!

Para esta obra, estão previstos 1,8 milhões de euros. Com este dinheiro, poder-se-ia fazer uma intervenção muito interessante, recuperando todo o edifício, torre e paço, instalando um museu etnográfico.

A questão que se coloca, para além de não fazer uma recuperação do paço para uma real utilização, é qual a utilidade de uma infra-estrutura em que apenas apresenta aos turistas dispositivos digitais!

Normalmente, os turistas querem ver objectos que mostrem a história das tradições locais. Daí a importância de um museu etnográfico, que poderia ter uma divulgação na internet que fosse atractiva e aumentasse as visitas ao museu!

A única consolação, é que não há destruição do edifício e, quando alguém de melhor gosto governe a câmara, o museu pode ser construído!

Álvaro Amorim

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