A Regionalização…

mapaadministrativodeporNuma entrevista ao Notícias dos Arcos, edição de 22 de Novembro de 2013, o Presidente da Câmara de Viana do Castelo, vem defender a regionalização como a grande reforma do estado.

Sempre fui contra a regionalização e sempre foi um ponto que tive em comum com o CDS.

Há várias razões que justificam esta minha forte convicção:

– Somos um país pequeno. A Espanha tem regiões quase tão grandes como Portugal, geográfica e demograficamente.

– Uma vez que a instituição das regiões tradicionais não  é opção, o Minho seria simplesmente absorvido pelo Douro Litoral. Aliás, não é à toa que tantos defensores da Regionalização são portuenses! Eles querem simplesmente ser a capital do Norte e absorver ainda mais dos fundos disponíveis. Era desta que fariam uma ponte na foz e um túnel por baixo do Douro!

– Portugal já tem deputados a mais. A democracia tem custos e por isso, qualquer eleição custa milhões de euros aos cofres do estado. A manutenção de  Presidentes da República, Assembleia da República, um Governo e órgãos locais, já é um encargo enorme. Criar mais 4 ou 5 regiões, com as respectivas eleições, deputados, assessores, governo e todas as despesas associadas é uma ideia completamente dejustada nesta altura. Quando se eliminaram juntas de freguesia, se pretende diminuir o número de municípios, não se entende a criação de um poder intermédio.

-Há ainda a questão orçamental… toda a gente sabe quanto custam as regiões autónomas, sobretudo a Madeira… está tudo dito! Infelizmente, não há governo, seja municipal, seja regional seja nacional que não gaste mais do que pode! Isto, para nós, está a ser dramático e por isso estamos debaixo de um programa de resgate. Há casos de excepção, como Ponte de Lima, mas são de facto excepções…

É minha opinião, que a regionalização só servia para alguns políticos quererem subir mais, pois não lhes chega serem presidentes ou ex-presidentes de Câmara e querem ser Presidentes ou secretários regionais.

Numa altura em que os políticos estão tão mal vistos e, na grande maioria, com razão pela população, é completamente despropositado propor o aumento do número de cargos políticos.

Há um referendo em que a posição dos portugueses foi clara… espero que, ao contrário do que aconteceu com o aborto, haja respeito por essa decisão!

Álvaro Amorim

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