O Jornalismo Arcuense

Cresci a ler a Vanguarda. O meu pai, enquanto no Canadá, era assinante e quando regressou continuou a assiná-la, até o quinzenário ter fechado por falta de apoios.

Era um jornal incómodo, não agradando aos poderes instalados o que provavelmente impedia que os anunciantes pudessem fazer publicidade sem serem penalizados.

Sobrou o Notícias dos Arcos que tem sobrevivido às dificuldades. Apareceu o Notícias Arcoenses, projecto que sinceramente conheço mal. Por isso, este artigo é uma resposta à cobertura jornalística que o Notícias dos Arcos tem feito das Assembleias Municipais, com a lamentável cobertura que fizeram da última reunião da Assembleia Municipal.

Já várias vezes o Grupo Municipal do CDS-PP de Arcos de Valdevez teve que pedir correções a notícias vinculadas no jornal, incluindo a troca de um nosso texto da rubrica à vez, por um texto da CDU.

A cobertura noticiosa da última reunião começa com um subtítulo tendencioso relativo às taxas de IMI, referindo que foi rejeitada a proposta do PS para a redução da taxa de IMI. O CDS-PP sempre propôs as taxas mínimas e, se é certo que não apresentou uma proposta formal para essa redução, sempre propusemos ao executivo que o fizesse e, se essa fosse a vontade do PSD, a proposta formal seria concretizada facilmente e a redução era aprovada. Este subtítulo pode levar os leitores a concluir que apenas o PS propôs esta diminuição, o que não é de todo verdade.

Mas as incorreções continuam no desenvolvimento da notícia, atribuindo ao deputado socialista Diamantino Portela as contas de que um prédio de 100 000€ iria pagar 400€ de IMI. Quem apresentou estes valores, referindo que um casa que fosse avaliada em 100 000€ pagaria 400€, valor que facilmente era atingido por uma casa, ainda por cima com os índices anão reflectirem a desvalorização ocorreu ao imobiliário nos últimos anos.

Na página 7, na secção partidos, também há uma situação muito infeliz. Uma vez que o artigo não é assinado, supõe-se que é da autoria da redacção. Sendo assim, é lamentável que no texto se refira como “infeliz” a decisão do CDS-PP não votar a favor da decisão do executivo municipal não apresentar uma proposta para a reorganização administrativa do município.

Sou assinante do jornal, porque como deputado municipal quero saber o se escreve sobre o concelho, mas fico descontente com estas situações recorrentes e vejo o meu dinheiro muito mal empregue.

AA

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