A qualidade da informação fornecida pela CMAVV aos Deputados Municipais

Na última Assembleia Municipal, de 24 de Fevereiro, apareceu uma proposta à última hora para ser incluída na Ordem de Trabalhos.

Na altura, questionamos o facto de não nos terem enviado antecipadamente a informação para podermos reflectir adequadamente sobre ela. Foi-nos dito que apenas tiveram acesso ao documento no dia 20, quatro dias antes, portanto. Atendendo a que todos nós, ou pelo menos a maioria e que pelo menos alguém de cada Grupo Municipal tem correio electrónico, não seria difícil fazer chegar essa informação em tempo útil.

O Sr. Presidente da Câmara, no entanto, prometeu que seria enviado a todos a documentação relativa a esse ponto. E, de facto, recebemos poucos dias depois uma cópia do projecto em questão.

Então, qual o problema?

A forma como a câmara processa a documentação para enviar aos Deputados Municipais é que continua a ser muito deficiente.

Aquilo que os serviços fazem é digitalizar os documentos impressos. Só que o tamanho do ficheiro digitalizado fica muito grande para enviar por e-mail e para ficar com um tamanho adequado é cortada na qualidade, o que resulta numa perda de qualidade da imagem tornando-se frequentemente ilegível.

Já há tempos tinha mostrado as tabelas que recebemos com informações de investimentos e de pessoal a um colega professor deputado na Assembleia Municipal de Ponte de Lima, pelo PSD, que ficou chocado com a qualidade dos documentos. Segundo ele, a informação que chegava da câmara era perfeitamente legível, ao contrário da nossa.

O documento que nos foi enviado relativo à “Declaração de interesse municipal do projecto “Abastecimento de Água a Vilar…”, sofre desta mesma deficiência na clareza da informação. É certo que o texto do corpo principal é legível, pelo menos para mim, mas os mapas e esquemas incluídos são perfeitamente inúteis. Não se consegue perceber o mapa nem muitas legendas.

Ponto3 (Exemplo de uma página do PDF enviado com um mapa ilegível)

Atendendo ao valor que a município gasta por ano em material informático, não se entende como não há o cuidado de ter os documentos em formato digital com uma qualidade aceitável.

Não entendo também, sendo todos estes documentos feitos digitalmente, a necessidade de os imprimir para depois digitalizar para enviar aos Deputados Municipais. Entendo que tenham que ter a assinatura (alguns não seria necessário), mas hoje em dia há forma de serem assinados digitalmente, agilizando todo o processo e, não menos importante, poupando resmas de papel e portes de correio.

Álvaro Amorim

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