Assembleia Municipal 22/12

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2001, a última Assembleia Municipal de 2011.

Num clima de crise nacional e europeia, era objectivo desta reunião magna a discussão do orçamento para 2012 e do plano plurianual de investimentos. Normalmente as dificuldades atiçam a imaginação e levam a que sejam tomadas decisões sensatas. No entanto, o que se continua a verificar em Arcos de Valdevez é a continuação das mesmas políticas. Algumas obras vistosas, que fazem parecer o concelho evoluído, mas por detrás um concelho envelhecido, desertificado e sem políticas que invertam estas realidades.

Continua o endividamento e por isso também havia um empréstimo a médio longo prazo a ser discutido.

Continua opção por cobrar aos munícipes o máximo possível, e por isso as taxas municipais foram aumentadas. Houve municípios que optaram pela não actualização, ficando cada vez mais caro viver ou ter um negócio em Arcos de Valdevez.

No período antes da ordem do dia, alertamos para os prejuízos ambientais e para os campos agrícolas junto da nova variante à EN101. A resposta que foi dada é que foi gasto muito dinheiro em medidas de minimização do impacto da variante. No entanto, isso resume-se aos painéis acústicos e ao desvio das águas residuais para locais que não tem capacidade de a recolher na totalidade. O que é certo é que há muitas pessoas prejudicadas por esta variante e a comissão que propusemos numa assembleia passada, teria tido todo o sentido. Aliás, há outros exemplos de má  distribuição das águas pluviais em obras no concelho. Um exemplo é o que se passa no Parque Empresarial das Mogueiras, onde a água arrasta sedimentos que estão a destruir os solos agrícolas por baixo da estrada nacional, apesar de muitas tentativas de solução já terem sido experimentadas, na estrada de acesso ao cemitério de Tabaçô.

Relativamente ao relatório de actividades do  município, questionamos a não realização da reunião com administração da SarrelIber, prometida para Outubro, a necessidade de um estudo hidrológico para Giela, com vista à requalificação urbana da sede do concelho e as conclusões sobre uma reunião com técnicos da EP, sobre o melhoramento da Nacional até ao Parque Empresarial das Mogueiras.

Em relação à SarrelIber, o Sr Presidente reconheceu a falta, mas não disse para quando a reunião. Em relação à reunião com os responsáveis da EP, foi referido que havia uma verba para a recuperação de algumas vias, mas não foi apresentado nenhum dado em concreto. É de estranha, dadas as excelentes relações entre a Câmara Municipal e Estradas de Portugal, como ficou patente na inauguração da variante à EN101.

Por fim, o Sr. Presidente não se lembrava de ter pedido um estudo hidrológico para Giela. No entanto, depois de recordado, afirmou que era um estudo obrigatório para o plano de urbanização da sede do concelho. No entanto, esta resposta não explica da necessita de incluir esta zona de Giela na zona urbana, dado a sua orogenia e inúmeras ribeiras.

Em nome do progresso realizam-se todo o tipo de erros ambientais, depois ocorrem catástrofes, mas quem antecipadamente alertou para os riscos é acusado de querer atrasar o desenvolvimento.

AA

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