Um exemplo

O objectivo deste blog é falar sobre Arcos de Valdevez, sobretudo sobre a minha experiência na Assembleia Municipal.

No entanto, tal como Darwin mudou a sociedade do séc. XIX, Steve Jobs mudou a forma como lidamos com a tecnologia na actualidade! Começou a revolução no séc. XX, mas só de facto a viu concretizada neste século. As tecnologias da informação modelam a sociedade actual, e Steve Jobs foi um actor principal.

Deixou-nos no passado dia 5 de Outubro, depois de longos anos a lutar contra um tumor maligno. Até ao final mateve-se envolvido no desenvolvimento das tecnologias, abdicando apenas quando não tinha forças para mais.

Steve Jobs transformou a forma como nós interagimos com a tecnologia, permitindo que toda a gente tenha acesso a ela. Mesmo que nunca utilizou um produto Apple, aprecia e beneficia das inovações que a empresa introduziu, pois elas acabam por se espalhar por toda a concorrência. A maioria dos analistas continua a não entender esta visão de como a tecnologia deve ser desenvolvida. O lançamento do novo iPhone 4S é um exemplo: após o anúncio, regra geral as críticas foram más, pois não era revolucionário, e nem se chamava “iPhone 5”! Uma das consequências, foi a queda abrupta das acções da empresa. O que é certo, é que os consumidores não alinham com os analistas, e no primeiro dia de reservas, foi vendido um milhão deles, e em pouco tempo o stock previsto para entrega numa ou duas semanas esgotou.

Salvo raras excepções, os produtos eram sempre apresentados com uma genialidade sem par, mas os analistas apenas falavam “do campo distorcido” do Steve Jobs e quão bom homem de espectáculos ele era… O que é certo, produto após produto, com algumas excepções, o sucesso ia aparecendo, com a concorrência a seguir as tendências!

Dizia Steve Jobs, por não se basear em estudos de mercado para apresentar novos produtos, que, se o consumidor não conhece o produto, como é que vai ter uma opinião!

Para nós, que estamos a passar uma das maiores crises económicas e financeiras que há memória, também podemos seguir o seu modelo de gestão. Fundou a Apple em 1976, com dois amigos, na garagem dos seus pais adoptivos e foi despedido em 1985. Voltou em 1996, quando a empresa estava quase na falência e, após um perdas na ordem dos mil milhões de dólares, não deixou de a ver como a empresa mais valiosa do mundo cotada em bolsa. Com depósitos bancários superiores ao resgate da nossa república e com mais liquidez que o governo americano, quando o presidente Obama ansiava por uma autorização para o aumento do endividamento, muitas vezes os accionistas e analistas perguntavam porque razão a Apple simplesmente não comprava alguma das empresas da concorrência. A resposta era simples: apenas havia o interesse na aquisição de empresas que se tornassem uma mais valia para a empresa e para os produtos que fabricava.

É este o exemplo que se deve seguir, dentro de um desenvolvimento sustentável, que se pode aplicar ás nossas finanças domésticas, aos governos e claro às empresas: os investimentos não devem ser feitas apenas porque há recursos e num momento podem ser pagas, mas porque são uma mais valia e não vão causar problemas financeiros no futuro.

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