Assembleia Municipal de 23 de Setembro

No dia 23 de Setembro, realizou-se mais uma Assembleia Municipal.

Parece ser normal, independentemente do dia e horas em que é marcada, esta reunião do órgão máximo do município arcuense, ser pouco participativo. As vindimas assim obrigam…

Mas, mais grave que haver muitas faltas, foi a diminuta participação dos deputados municipais do PSD e PS. Tiveram algumas intervenções, algumas declarações de voto, mas muito pouco, no meu entender, para a responsabilidade que têm.

Deputado da CDU não esteve presente, perdendo-se assim uma significativa participação. Este senhor deputado, concorde-se ou não com as suas propostas e pontos de vista, é sempre um excelente dinamizador destas assembleias.

Sobrou o Grupo Municipal do CDS-PP que, como de costume, fez várias intervenções, defendendo acerrimamente várias posições em que discorda profundamente com o executivo da Câmara Municipal.

O CDS-PP defende uma menor carga fiscal, por isso propomos que, a nível municipal, se apliquem taxas mais baixas, nomeadamente no IMI e na taxa de IRS que a câmara arrecada.

É claro que Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez em que não houvesse senhores deputados a quebrarem as regras elementares da democracia e boa educação, seria uma reunião anormal. E, claro, lá apareceram os deputados a não respeitarem os pontos da ordem de trabalho, tendo o Sr. Presidente da Assembleia Municipal ameaçado inclusivamente com suspensão dos trabalhos… e os insultos pessoais! O limite entre as freguesias de Soajo e Cabana Maior há-de ser uma novela com um enredo que envergonha os argumentistas profissionais…

Mais uma nota para um enorme texto que foi apresentado, no período antes da Ordem de trabalhos pelo Dr. Alberto Lima, deputado municipal do PSD. Começou por criticar os arcuenses que ao domingo iam a Ponte de Lima comer o arroz de sarrabulho, argumentando que, além de ser de má qualidade, é um prato extremamente comum… Se fosse o arroz de lampreia em Monção, ainda compreendia, pois também ele o fazia em novo, com o pai! Estaria este senhor deputado a chamar ignorantes aos arcuenses? Que não sabem distinguir a gastronomia? Depois falou das centenas de pessoas que observa, do seu escritório na Lapa, que visitam o “relógio”, os “cavalos sem patas”, o jardim dos centenários e que perguntam pela mercearia… É claro que, sem por em causa o valor estético do monumento, o relógio não passa despercebido… o cavalos também não! Mas, se são as pessoas que não conseguem perceber que a novela era ficção e nada daquilo existe que nos procuram… estamos falados! O jardim dos centenários já foi, de facto, um dos lugares mais bonitos da vila, é de facto bonito… mas seria mais correcto chamar-lhe “o relvado dos centenários…” É claro que as arvores têm flores, e há uma pérgula de glicínias muito bonita, mas faltam flores rasteiras, canteiros…

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