Ecovia do Vez

EcoviaApesar de ainda não estar terminada, já é possível percorrer a Ecovia junto ao Rio Vez, entre a Arcos de Valdevez e a foz e depois seguir pela margem direita do Lima, até ao Carregadouro. Já fiz o percurso duas vezes e, sobretudo no percurso junto ao Vez, é mais uma atração que o concelho tem para oferecer aos visitantes. Também é certo que já podia estar finalizada, tivesse todo o processo sido feito com pés e cabeça e com respeito pelos arcuenses que possuem terrenos onde a ecovia foi instalada.

Não quero acreditar que não vão consolidar o piso. Em alguns pontos estão a colocar gravilha (mais parece escombros de obras, que verdadeiro saibro, o que pode trazer problemas), mas a falta de uma tela protectora, como colocaram na margem esquerda do Lima, vai trazer a deterioração rápida da via, como já acontece em alguns locais.

Pelo menos, já é possível ir da vila de Arcos de Valdevez à extremidade ocidental pela ecovia. Fica-se a aguardar o troço para norte…

Álvaro Amorim

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A “Nova” Ponte de Santar

Ponte sobre o Vez, SantarA Ponte de Santar, tal como toda a ligação de Souto a Paçô, estava a precisar de obras. E, finalmente, elas foram feitas… Mas apenas na ponte, claro.

A Ponte de Santar, era uma obra de arte característica, com o tabuleiro em ferro associado a apoios em granito, típicas de uma época de construção em Portugal. Com as obras efectuadas, não só se recuperaram, e bem, as amparas laterais, como se substituiu o tabuleiro. E, quando digo substituiu, é que foi mesmo substituído no material e no conceito! Do antigo tabuleiro em ferro, só lembranças, porque o novo é em cimento, o novo material nobre em Arcos de Valdevez.

Há quem pense que só pontes medievais são monumentos a visitar. Mas outras, como a ponte centenária na vila, também descaracterizada quando lhe colocaram o piso e retiraram os candeeiros típicos, são procuradas por gente que tem interesse pela história do nosso país. Outras há, que estão escondidas…, mas disso falarei mais tarde, ou não. Por vezes as coisas estão bem, escondidas de certos “fazedores de obra”!

É lamentável que, de uma forma tão leviana, se descaracterizem estas obras de arte, que muito enriqueciam o concelho, e não se controlem “tradições” que começaram há meia dúzia de anos e que afugentam turistas.

A Ponte de Santar deixou de ser uma obra única para ser mais uma ponte em betão armado, com uns apliques de granito e ferro.

E, porque um concelho desenvolvido tem que ter filas de trânsito, colocaram-se semáforos para que o transito não fluísse normalmente, como nas últimas décadas. É certo que às vezes tínhamos que recuar um pouco, mas nada que um pouco de boa educação não resolvesse. Se assim não fosse, estávamos mal em tantas estradas municipais onde não passa um carro por outro e se tem que procurar um ponto mais largo da via para, a muito custo, lá se conseguir continuar a marcha.

Álvaro Amorim

 

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Turismo em Hora de Expediente

Serra do Soajo

Serra do Soajo

Em Arcos de Valdevez, turista que queira ser atendido, tem que chegar em horário de expediente!

Alguém que chega aos Arcos, à hora de almoço ou depois das 6 da tarde, não pode ir ao posto de turismo à procura de informações. É verdade que não temos museus, mas a Porta do Mezio seria um bom ponto de partida, se lá chegar entre as nove e as seis e não for hora de almoço! De resto, está encerrada!

Um dos problemas é que, em Arcos de Valdevez, não se procura pessoal para os lugares, mas lugares para o pessoal e por isso, os horários tem que ser convenientes.

Arcos de Valdevez tem uma natureza maravilhosa, soubessem os nossos dirigentes municipais tirar partido disso, seriamos uma referência turística. Não sabem e/ou não querem  e não aceitam as ideias de quem sabe e quer fazer mais e melhor.

Álvaro Amorim

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636,76 € é a dívida de cada arcuense feita pela Câmara

dividaSegundo o novo portal da transparência municipal, 636,76 € é a dívida do município por habitante. Comparando com o vizinho município de Ponte de Lima, onde cada munícipe tem uma dívida de 48,81€, a diferença é abismal.

Mas há outros indicadores que mostram quão erradas tem sido as políticas do PSD em Arcos de Valdevez, por muito que se elogiem e condecorem ex-presidentes da Câmara.

Apesar da dívida ser maior, o índice de devolução fiscal em Arcos de Valdevez é de 82%, contra os 93% do município vizinho.

Uma curiosidade relativamente à constituição de novas empresas. Arcos de Valdevez, apesar de ter um centro de incubação de empresas, a IN.CUBO que é um sorvedouro de recursos, tem uma menor taxa de criação de empresas, per capita. 0,13 entidades por mil habitantes em Arcos de Valdevez contra 0,23 entidades por mil habitantes em Ponte de Lima. Esta diferença será uma das causas da diferença no volume de negócios médio mensal,  106.114€/mês em Arcos de Valdevez e 193.626 €/mês em Ponte de Lima.

Depois há os clássicos, como indice de envelhecimento, cerca de 279 em Arcos de Valdevez contra 133 em Ponte de Lima, 183 em Ponte da Barca, 222 em Paredes de Coura. Pior que nós, no Alto Minho, só mesmo Melgaço. Mas isto não é novidade!

Arcos de Valdevez necessita de uma inversão total nas políticas, de forma a melhorar estes indicadores. Não há como aumentar a taxa de natalidade sem criar condições de fixação dos jovens casais. A conjuntura do país justifica alguma coisa, mas não justifica tudo. Ponte de Lima, está no mesmo país e tem melhores indicadores. Porque tem seguido políticas diametralmente opostas às dos executivos arcuenses, está a passar pelas dificuldades de uma forma bem mais suave que Arcos de Valdevez.

PortalÁlvaro Amorim

 

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Rio Vez

Algumas fotos deste ano, na Praia da Valeta.

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Provavelmente a mais bela Ecovia do Alto Minho

Pesqueira no Rio Vez

Pesqueira no Rio Vez

A Ecovia do Vez-Lima, será, quando concluída, provavelmente a mais bela ecovia do Alto Minho e, consequentemente, uma das mais bonitas do país.

Apesar de não estar concluída, já é possível percorrer alguns troços, a pé ou bicicleta e, com audácia, atravessar os ribeiros a vão. Com inúmeras construções humanas, moinhos, pesqueiras, etc, e uma fauna e flora impares, o percurso que margina o Rio Vez, é o deleite para cada visitante.

Já consegui fazer o percurso entre o campo da feira, em Guilhadezes, e a Fonte Santa, em Padreiro. Com alguns declives que, não sendo complicados, podem trazer alguma adrenalina, é um pouco mais “selvagem” que a ecovia da margem esquerda do Lima. Com uma vegetação ripícula abundante, sobretudo na parte do Rio Vez, pode ser feita a qualquer hora do dia, havendo sombra abundante.

A única preocupação é que a obra, para o qual estão previstos mais de 600 mil euros, não terá uma consolidação do piso. Se não houver esta consolidação, tal como foi feito na margem esquerda do Lima, não só a ecovia terá danos graves com as intempéries, como haverá um crescimento exagerado das plantas indesejáveis, para além de que, em alguns locais, o piso arenoso torna-se incómodo para as bicicletas. Há ainda locais que precisam de ser convenientemente drenados e as águas provenientes dos campos vizinhos dirigidas para colectores adequados.

De resto, como já referi anteriormente, a Ecovia em Arcos de Valdevez, só peca por tardia. E, talvez por causa disso, se quisermos ir até Ponte de Lima, teremos de subir à EN202, entre o Carregadouro e Refoios.

Pesqueira no Rio Vez

Pesqueira no Rio Vez

AA

Fotos cortesia de Fernado Gomes

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500 anos do Foral de Soajo

Espigueiros de Soajo

Espigueiros de Soajo

Iniciaram-se no passado dia 28 as comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral à Vila de Soajo, por Dom Manuel I, em 1514.

O programa, que se prolonga até Outubro, teve inicio com o restauro e proteção do Pelourinho de Soajo e com a inauguração de um marco criado pelo ilustre soajeiro, Dr. Jorge Lage.

A cantora galega Uxia, teve também uma actuação brilhante neste primeiro dia de comemorações.

Aguardam-se os próximos eventos, que Soajo e os soajeiros merecem.

Álvaro Amorim

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